domingo, 4 de julho de 2010

Despesa total em investigação atinge 1,55% do PIB em 2008 e envolve mais de 75.000 investigadores

A despesa total em I&D em Portugal ultrapassou 2.585 MEuros em 2008, passando esta a representar um máximo histórico de 1,55% do PIB nacional. A informação refere-se aos dados finais do Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional (IPCTN) referente a 2008. Estes dados são publicados com uma periodicidade anual e divulgados pelo Gabinete de Planeamento e Estatística, GPEARI, do MCTES. Os dados preliminares tinham sido publicados em Novembro de 2009.

O valor agora divulgado da despesa nacional em I&D supera os níveis registados em Espanha (1,35% do PIB), Itália (1.19%) e na Irlanda (1,43%).

O crescimento da despesa em I&D verifica-se quer no sector público quer no sector empresarial. No sector das empresas esse aumento é particularmente expressivo, já que a despesa nesse sector quase que triplica desde 2005 (a preços correntes) e cresce 28% entre 2007 e 2008, com cerca de 1.295 MEuros em 2008 (era 1.011 MEuros em 2007 e apenas 462 MEuros em 2005). A despesa em I&D das empresas atinge agora cerca de 0,78% do PIB (era 0,62% do PIB em 2007), representando cerca de metade da despesa nacional total em I&D. Os dados voltam ainda a mostrar um acréscimo contínuo em Portugal do número de empresas com actividades de I&D, que passou de cerca de 940 em 2005, para cerca de 1.900 em 2008.

Elemento fundamental da estratégia seguida para o desenvolvimento científico e tecnológico em Portugal é o reforço dos recursos humanos em Ciência e Tecnologia. O número de investigadores no sistema de I&D ultrapassou pela primeira vez a barreira dos 75.000 investigadores (representam 40.408 investigadores ETI), com cerca de 43% mulheres, uma das percentagens mais elevadas na UE. Entre 2007 e 2008, o número de investigadores, cresceu 46%, tendo praticamente duplicado desde 2005.

Particularmente relevante foi o crescimento do número de investigadores no sector Empresas que praticamente triplicou entre 2005 e 2008 tendo, atingido mais de 18.000 investigadores (cerca de 10.312 investigadores ETI) em 2008. Do total de investigadores do sistema de I&D, 62% são investigadores baseados no sector do ensino superior (mais de 46.000 investigadores), 24% são investigadores no sector das empresas, enquanto os restantes 14% fazem investigação nos sectores Estado e IPFSLs.

O Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional (IPCTN) é uma operação censitária de periodicidade anual desde 2007 (era bienal desde 1982), que constitui a base de informação estatística oficial sobre recursos humanos e financeiros afectos a actividades de I&D em Portugal.


:: DESPESA EM I&D E Nº DE INVESTIGADORES EM 2008 EM PORTUGAL ::


Fonte: MCTES
Link: Súmula dos dados do IPCTN 2008

quinta-feira, 1 de julho de 2010

CIÊNCIA 2010 - Encontro com a Ciência e Tecnologia em Portugal



Promovido pelo CLA e pela FCT, este ano também com a colaboração do Ciência Viva, o Encontro Anual de Ciência tornou-se já um marco na dinâmica do nosso desenvolvimento científico. Espaço de apresentação e debate do que fazem muitos dos laboratórios de investigação, lugar para a criação de redes e contactos, momento de afirmação da vitalidade da ciência que se faz em Portugal, das relações com a indústria, com o resto do mundo, - o Encontro Ciência 2010 vai com certeza ser tudo isso. Mas este ano pode ser ainda mais, contribuindo para estimular o debate sobre o futuro da Ciência em Portugal.

Para tanto, há que clarificar e debater, área a área, as estratégias emergentes, capazes de fazer surgir as melhores ideias e as melhores lideranças, capazes de juntar pessoas, recursos e instituições, realismo e prospectiva, gerações, ensino e investigação, indústria e ciência, cultura, tecnologia e ciência.


:: CIÊNCIA 2010 - Encontro com a Ciência em Portugal ::
Centro de Congressos de Lisboa, Junqueira
4-7 de Julho de 2010
Entrada Livre

Fonte: CIÊNCIA 2010
Programa: Programa do Encontro Ciência 2010

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Estatísticas de I&D Portuguesas discutidas em Lisboa por peritos europeus e norte-americanos

Aprofundar a discussão sobre as melhores práticas e metodologias de recolha de indicadores estatísticos de Investigação e Desenvolvimento (I&D) é o objectivo do workshop internacional que o Gabinete de estatística do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, GPEARI, promove hoje e terça-feira (28 e 29 de Junho), reunindo peritos dos principais gabinetes congéneres a nível europeu, juntamente com peritos norte-americanos e canadianos.

A reunião decorrerá em Lisboa, no Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM), incluindo uma intervenção do Ministro José Mariano Gago.

O workshop reunirá cerca de 25 peritos estrangeiros que, juntamente com peritos nacionais de instituições governamentais, hospitais e empresas, discutirão a adopção e harmonização de boas praticas na recolha de dados estatísticos sobre actividades de I&D nos sectores público e privado. Os procedimentos entretanto adoptados em Portugal, e referenciados internacionalmente, serão particularmente discutidos no âmbito de três questões fundamentais, designadamente:
  • A caracterização dos recursos humanos em I&D e inovação,
  • A gestão e contabilização da despesa de I&D em hospitais,
  • Registo das actividades de I&D em empresas de serviços.
A discussão sobre a caracterização dos recursos humanos em I&D beneficiará da participação do Professor Eric von Hippel do Massachusetts Institute of Technology (MIT), que apresentará o âmbito do trabalho inédito que está a realizar em Portugal, sob a coordenação do GPEARI e em estreita colaboração com investigadores nacionais e europeus. A discussão deste tema incluirá intervenções de peritos da OCDE.

O debate sobre a gestão e contabilização da despesa de I&D em hospitais contará com o Dr. Eric Buehrens, da Harvard Medical School (HMS) dos Estados Unidos da América, beneficiando ainda de peritos portugueses, espanhóis e noruegueses.

O registo das actividades de I&D em empresas de serviços incluirá a discussão dos trabalhos em curso entre peritos do GPEARI e do Banco de Portugal, em estreita colaboração com investigadores nacionais, contando ainda com contribuições de peritos europeus.

A reunião pretende aprofundar e clarificar o debate em curso ao nível da Europa e da OCDE sobre os desafios e oportunidades que se abrem aos responsáveis envolvidos no levantamento e tratamento estatístico de indicadores sobre I&D. Participam nos trabalhos peritos do Instituto Nacional de Estatística (INE), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e do Eurostat, o organismo responsável pela elaboração das estatísticas da União Europeia. Os trabalhos encerram na terça-feira (29 de Junho) com uma intervenção do Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

Fonte: MCTES

Programa: Sharing Best Practices in R&D Statistics

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Financiamento da investigação: reduzir a burocracia

Novas regras de execução e práticas contabilísticas para financiamento da investigação pela UE.

Muitos investigadores consideram que os procedimentos exigidos para obter um financiamento da UE para os seus projectos são pouco coerentes e desnecessariamente complicados. Queixam-se ainda de prazos demasiado curtos para responder aos convites à apresentação de propostas e dos prazos de pagamento nas várias fases dos projectos.

A Comissão reconheceu que a participação em projectos de investigação financiados pela UE é demasiado complexa, pelo que propôs novas regras para facilitar a candidatura a subvenções da UE e a respectiva gestão.

O plano prevê a introdução de novos sistemas informáticos, a simplificação dos procedimentos administrativos, a aplicação coerente das regras e a publicação atempada dos convites à apresentação de propostas. Um painel de peritos verificará se as novas regras melhoraram efectivamente a situação.

Alterações mais radicais são apresentadas numa proposta separada que analisa a forma como a UE atribui fundos (não apenas na área da investigação). Se essas propostas forem aceites, os projectos deixarão de ter de discriminar todas as despesas. Os métodos contabilísticos passarão também a ser idênticos aos aplicáveis ao financiamento da investigação a nível nacional.

Na sua nova Estratégia Europa 2020, a UE sublinha a importância da investigação para a retoma económica e o crescimento sustentado. Um dos seus objectivos é aumentar as despesas em investigação em 3% do PIB da UE para atrair os melhores investigadores e empresas inovadoras.

Pelo seu lado, a UE afectou 50 500 milhões de euros à investigação para o período de financiamento de 2007 a 2013. Tal não inclui a investigação nuclear que é coberta por um orçamento separado de 2 700 milhões de euros para o período de 2007-2011.

Porém, a complexidade das regras afasta muitos investigadores, nomeadamente os que trabalham em pequenas empresas, um dos alvos das alterações propostas.

A Comissária da Investigação, Máire Geoghegan-Quinn, está a preparar recomendações sobre a forma de a Europa atingir a meta dos 3%, que serão apresentadas durante uma cimeira da UE prevista para o Outono. Essas recomendações abordarão os «grandes desafios» com que se confronta a sociedade actual, como as alterações climáticas, a segurança alimentar e o envelhecimento da população.

Fonte: Comissão Europeia


terça-feira, 13 de abril de 2010

Seminário na OCDE reconhece desenvolvimento científico "extraordinário" em Portugal

A investigação científica portuguesa estará hoje em análise na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económicos (OCDE), em Paris, "reconhecendo o desenvolvimento extraordinário da Ciência em Portugal", afirmou o ministro Mariano Gago à Lusa na capital francesa.

"A situação portuguesa é excepcional e Portugal é um dos países da OCDE com "crescimento mais rápido na área científica, seja em que parâmetro medirmos, desde o número de artigos em publicações científicas, ao número de cientistas no activo e, em resumo, à criação de uma massa crítica que possibilita a existência de centros de investigação com capacidade para produzir resultados e atrair cérebros do estrangeiro", afirmou o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

O seminário na sede da OCDE, em Paris, junta especialistas portugueses e internacionais para analisar as condições do desenvolvimento da investigação científica em Portugal nos últimos anos e para "perspectivar o futuro imediato da ciência no nosso país", afirmou José Mariano Gago.

O ministro citou "dois números básicos para aferir do progresso registado": o número de cientistas, que é actualmente de 7,2 em mil activos, dos quais 44% são mulheres; e o investimento em investigação e desenvolvimento, que atingiu em Portugal 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

"Há trinta anos tínhamos 0,4% do PIB aplicado na investigação e isso continuou pelos anos 80, mantendo-se nos 0,6%. Nos anos 90, situou-se pouco acima. Só nos últimos cinco anos se registou o salto significativo", recordou José Mariano Gago.

"Mesmo em período de crise financeira e económica, o investimento em investigação não parou de crescer. Em Setembro de 2009, constatámos que, das 50 maiores empresas portuguesas que investem em Ciência e Tecnologia, apenas duas estavam a reduzir financiamento. Todas as outras estavam a aumentá-lo", salientou o ministro.

Fonte: OJE

SIFIDE - Principais resultados no período 2006-2008

Portugal tem o maior nível de incentivos fiscais do espaço europeu para I&D nas empresas


domingo, 11 de abril de 2010

Competitividade: Global Benchmark Report 2008

Este relatório tem por objectivo a avaliação do ambiente de negócios bem como o desempenho individual dos países membros da OCDE na economia global. O relatório compara o desempenho de 29 países da OCDE e destaca pontos fortes e fracos destas economias num mundo globalizado, dando uma imagem de cada país no tocante à capacidade de aproveitar as oportunidades da globalização.

O Global Benchmark baseia-se em baseia-se em 84 indicadores mensuráveis divididos em 6 categorias:
  • Growth and Development ou Global Performance (Crescimento e Desenvolvimento ou Performance Global), inclui 7 indicadores;
  • Knowledge and Competence (Conhecimento e Competência), inclui 23 indicadores;
  • Business Flexibility (Flexibilidade nos Negócios), inclui 17 indicadores;
  • Enterprise and Entrepreneurship (Empresa e Empreendedorismo), inclui 9 indicadores;
  • Costs and Taxes (Custos e Impostos), inclui 12 variáveis;
  • International Engagement and Openness (Integração Internacional e Abertura), inclui 16 variáveis.



Analisando a edição de 2008 do ranking (Global Benchmark Report) pode-se avaliar o desempenho de Portugal durante o ano de 2007. Comparando estes resultados com os da edição anterior, relativa ao desempenho verificado em 2006, pode concluir-se que: Portugal fez progressos suficientes no domínio das empresas e empreendedorismo que justificaram a ascensão ao 14º lugar, deixando a cauda do ranking (estava no 27º lugar em 2006).

Em matéria de custos de produção e fiscalidade, Portugal registou melhorias competitivas passando do 11º lugar, em 2006, para 9º lugar, 2007.

Relativamente à flexibilidade nos negócios e aos níveis de conhecimento e competências, Portugal tornou-se mais competitivo com reflexos no seu posicionamento no ranking de 2008. Com efeito, Portugal sobe uma posição na área da flexibilidade do ambiente de negócios e sobe duas posições nos conhecimentos e competências.

Portugal perdeu terreno nas questões de integração internacional e abertura, no período de 2006/2007. Deste modo, desce três lugares no ranking 2008, posicionando-se em 20º lugar.

Por último, Portugal mantém a mesma classificação no tocante ao crescimento e desenvolvimento, 27º lugar do ranking do Global Benchmark Report. Refira-se que Portugal permanece à frente da Itália, em 2006 e 2007, tendo sido ultrapassado pela Nova Zelândia em 2007, e posicionou-se à frente da França no mesmo ano.

Fonte: GEE - Ministério da Economia

segunda-feira, 5 de abril de 2010

I&D e Actividades de Inovação nas Empresas

Os instrumentos oficiais de levantamento estatístico I&D e actividades de Inovação nas Empresas são o CIS e IPCTN.



No IPCTN, as Empresas que integram um ficheiro histórico, resultam da actualização através de consulta a várias fontes de informação:
  • IPCTN do ano anterior;
  • Programa SIFIDE;
  • Programas e projectos de I&D de âmbito nacional (geridos pela ADI, a FCT, o Ministério da Economia, integrados no QREN, etc.);
  • Programas e projectos de I&D de âmbito internacional (P.Q. da UE, EUREKA e IBEROEKA) e programas de colaboração com universidades estangeiras (MIT, CMU e UTAustin);
  • IES - empresas com investimento em captial imobilizado para I&D (conta 432);
  • COTEC - empresas associadas e empresas integradas na rede PME;
  • 1000 maiores empresas portuguesas e 1500 Maiores PME (Coface Serviços).



Ao nível do CIS, os pressupostos, características e resultados deste inquérito resultam do seguinte:
  • Inquérito oficial para recolha de informação estatística sobre Inovação nas empresas na Europa;
  • Realiza-se de acordo com orientações metodológicas do EUROSTAT;
  • As empresas inquiridas fazem parte de uma amostra seleccionada de forma aleatória pelo INE;
  • Cada empresa é representativa de empresas com a mesma actividade económica, classe de dimensão (número de pessoas ao serviço e região).


Fonte: GPEARI/MCTES

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