terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

QREN: Resultados do Concurso N.º 09/SI/2011

:: QREN: Resultados do Concurso N.º 09/SI/2011 ::

Saiba quais as Entidades Qualificadas para a Prestação de Serviços de I&DT e para Consultoria e Serviços de Apoio à Inovação a PME.

Na sequência do Concurso n.º 09/SI/2011 dirigido ao reconhecimento de competências em áreas de qualificação consideradas estratégicas e assinaladas no mesmo e com o objectivo de prestação de serviços de consultoria e de apoio à inovação às PME, publica-se o conjunto de entidades a quem foi atribuído estatuto de entidade qualificada para prestação de serviços de I&DT e inovação a PME no âmbito dos Vales I&DT e Inovação.

A atribuição do estatuto considerou as áreas de qualificação definidas no concurso e relativamente à área “Investigação e Desenvolvimento Tecnológico (I&DT)” foram objecto de qualificação vários domínios científicos e tecnológicos considerados prioritários, enquadrando-se neste âmbito iniciativas que visem a obtenção de novas soluções tecnológicas através da realização de estudos de viabilidade técnico-científica e de pequenos projectos de I&DT contemplando componentes de investigação industrial e/ou desenvolvimento experimental, visando a melhoria e/ou criação de novos produtos, processos ou sistemas, bem como a subsequente transferência de tecnologia para a empresa promotora, não podendo os serviços a prestar neste contexto corresponder a projectos de investigação em curso na entidade do SCT seleccionada.

:: Consulte aqui: Lista das Entidades Qualificadas para prestação de serviços de I&DT e inovação ::

Fonte: Compete

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Descoberta permite alérgicos beberem vinho sem constrangimentos

:: Descoberta permite alérgicos beberem vinho sem constrangimentos ::

Vinho antialérgico foi desenvolvido por equipa de investigação da Universidade de Aveiro

As pessoas alérgicas ao vinho vão passar a poder beber sem constrangimentos, com uma descoberta feita por uma equipa de investigação que dispensa o anidrido sulfuroso, anunciou hoje a Universidade de Aveiro.

O segredo do vinho 'antialérgico' é "a adição, durante a sua produção, de um polissacarídeo chamado quitosana que é extraído, por exemplo, das cascas dos caranguejos e dos camarões, podendo também ser extraído de fungos", explica Manuel António Coimbra, responsável pela equipa de investigação.

O sulfuroso, que é adicionado nas várias etapas da vinificação para evitar a proliferação de microrganismos que degradam o vinho e as oxidações que o acastanham, é um composto químico que pode provocar reações alérgicas nalgumas pessoas, que se vêm por isso impedidas de o consumir.

O método descoberto pelos investigadores do Departamento de Química (DQ) da Universidade de Aveiro (UA), que pode vir a revolucionar a indústria vinícola, permite produzir vinho sem recurso à adição de anidrido sulfuroso, mantendo as práticas enológicas comuns a todas as adegas.

A equipa de investigação desenvolveu uma película à base de quitosana que, quando posta em contacto com os vinhos brancos, os preserva a nível microbiológico e mantém as suas características sensoriais, seja no sabor, seja no aroma, e que não causa reações alérgicas, podendo assim o vinho ser consumido por toda a gente.

"Estou convencido de que daqui a uns tempos mais ninguém vai ouvir falar em excesso de anidrido sulfuroso nos vinhos porque esta tecnologia é barata e, à exceção do uso das películas em substituição da adição de anidrido sulfuroso, não requer práticas diferentes de vinificação em relação àquelas que já usam todos os produtores de vinho", antevê Manuel António Coimbra.

As películas à base de quitosana foram desenvolvidas a pensar em todos os tipos de vinhos, principalmente nos brancos, que são os que mais anidrido sulfuroso levam durante a sua produção e a patente deste novo método já foi registada.

Fonte: Sapo

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Investigadores desenvolveram método que desvenda ADN do vinho

:: Investigadores desenvolveram método que desvenda ADN do vinho ::

Investigadores da Universidade de Vila Real desenvolveram um método de identificação de castas recorrendo à extracção de ADN do vinho de uma garrafa, no mosto no lagar ou ainda na videira, um processo que permite detectar falsificações.

Paula Lopes, do departamento de Genética e Biotecnologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), disse à Agência Lusa que o método, já patenteado, permite confirmar se o rótulo corresponde ao que está no interior da garrafa de vinho, detetando falsificações ou fraudes.

A responsável referiu que este processo de identificação de castas está a despertar o interesse de empresas, grandes produtores e até de outros países, como a China.

«Na última visita que fizeram à UTAD, os chineses revelaram interesse na patente e estão agora a analisá-la, uma vez que seria muito importante para controlar as importações de vinho», salientou.

Leonor Pereira, também investigadora ligada ao projecto, explicou que a extracção do ADN pode ser feita no vinho de uma garrafa, no mosto nos lagares ou ainda na videira. O processo mais complicado é o de extracção do vinho, porque se trata, explicou, de um produto já vinificado e transformado.

Depois de recolhida a amostra, é congelada, se não for imediatamente utilizada, e depois é trabalhada no laboratório, recorrendo a processos de centrifugação e de extracção dos vários componentes destinados também aos vários constituintes da matriz que se está a utilizar.

Leonor Pereira sublinhou que, com este método, se pretende «prevenir fraudes», principalmente no vinho do Porto, produto que é alvo de muitas falsificações.

«O nosso objectivo é preservar os nossos produtos e as nossas castas, que têm muita qualidade e produzem também um vinho de altíssima qualidade», acrescentou Paula Lopes.

Este primeiro projecto, 'Genómica aplicada à traceabilidade do vinho português: da uva ao consumidor', contou com um financiamento de 132 mil euros da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

Este laboratório da UTAD está inserido no Instituto de Biotecnologia e Bioengenharia.

Agora em janeiro, os investigadores avançaram com uma segunda fase, o Wine Biocode, que conta com uma verba de 178 mil euros, e tem como objetivo, segundo Paula Lopes, quantificar quanto de cada casta foi utilizado em determinado vinho.

Pretende-se também acelerar o processo de identificação de castas. “Estamos a desenvolver biossensores para conseguirmos identificar rapidamente as castas que estão no vinho e não demorar um dia ou dois como acontece atualmente”, acrescentou.

Para tornar o processo acessível, eficaz e célere, até para quem não sabe usar este tipo de materiais, foi também apresentada uma candidatura ao QREN, em conjunto com a empresa GRiSP, para desenvolver um kit de extração de ADN.

Ao longo destes quase 26 anos de existência, a academia transmontana foi pioneira em vários cursos, como o de Enologia, bem como no desenvolvimento e modernização da vitivinicultura e na melhoria da qualidade do vinho, quer através de investigação de castas de uvas ou nas instalação de vinhas ao alto.

Fonte: Sol

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Azeite com eco-etiqueta a partir de 2013

:: Azeite com eco-etiqueta a partir de 2013 ::

Projecto europeu visa análises à pegada de carbono, ciclo de custos e volume de resíduos.

O azeite do sudoeste da Europa, que representa 47 por cento da produção mundial, terá a partir de 2013 uma eco-etiqueta que garante o respeito pelas normas ambientais e a indicação da pegada de carbono no processo produtivo. A investigação envolve o Centro para a Valorização de Resíduos (CVR) da Universidade do Minho, a Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD) e quatro centros tecnológicos de França e Espanha. O consórcio designa-se OiLCA.

Numa reunião que decorreu recentemente, em Guimarães, ficou definida a realização de jornadas e mesas de trabalho, dirigidas às empresas e demais entidades públicas e privadas do sector oleícola, que permitirão a recolha de informação e validação de metodologias e ainda a difusão de resultados finais, previstos para Dezembro. “O OiLCA visa promover a competitividade do sector oleícola do sudoeste europeu e culminará na implementação de uma eco-etiqueta, indexada ao produto oleico, capaz de comunicar ao consumidor o esforço e contribuição do sector para proteger o meio ambiente e mitigar as alterações climatéricas”, explica Jorge Araújo, do CVR.
Pretende-se proporcionar às empresas uma ferramenta que permita avaliar, de um ponto de vista ambiental e económico, tantos os seus processos produtivos como os impactes resultantes das possíveis alterações nos mesmos, identificando os melhores cenários sustentáveis e eco-eficientes.

Para isso serão realizadas análises à pegada de carbono, ao ciclo de custos e ao volume de resíduos produzidos por região. Para quantificar as emissões de gases com efeito de estufa será usada como ferramenta a análise de ciclo de vida (ACV), passando por todas as fases de produção. Além do CVR e da AOTAD, o consórcio inclui a Fundação Citoliva (chefe de fila), Fundação CTM Centro Tecnológico, Instituto Andaluz de Tecnologia e Instituto Nacional Politécnico de Toulouse.

Rentabilizar os resíduos

As qualidades intrínsecas do azeite e o seu elaborado cultivo, extracção, refinação e embalagem conferem-lhe um custo quatro vezes superior aos óleos alimentares tradicionais, como o de girassol, obtido desde uma semente oleoginosa e não de um fruto. Da azeitona é possível extrair 20 por cento do seu peso em azeite, sendo o restante, chamado bagaço, uma mistura de caroço, polpa e azeite remanescente, resíduo que é quatro vezes maior do que o produto de interesse.

O sudoeste europeu produz 7.25 milhões de toneladas de bagaço ao ano, sendo imprescindível identificar e potenciar oportunidades de gestão segundo as tecnologias disponíveis e emergentes que antevejam ganhos ambientais e económicos, perante um contexto de crise energética e da crescente preocupação ambiental dos cidadãos.

O consumo de azeite aumentou na Europa mais de 50 por cento nos últimos 20 anos, alcançando 1,85 milhões de toneladas em 2009. No mesmo período, Portugal mais do que duplicou a sua produção, de 26 mil para 68 mil toneladas, e em simultâneo reduziu para metade o total de lagares (de mil para 500), com tecnologia moderna e avançada. O país produz 70 por cento do azeite que precisa e está a caminho da auto-suficiência meio século depois. Admite-se ultrapassar em breve as 100 mil toneladas de produção anual do chamado “ouro líquido” e reforçar o volume das exportações, sobretudo para o Brasil.

Fonte: CiênciaH


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UC produz primeiro medicamento radiofarmacêutico português

:: UC produz primeiro medicamento radiofarmacêutico português ::

O primeiro medicamento radiofarmacêutico português vai ser lançado no mercado no dia 3 de Fevereiro, numa cerimónia a decorrer no Auditório dos Hospitais da Universidade de Coimbra (UC).

Com o nome de FDG•UC (Fluodesoxiglucose[18F] UC), o fármaco desenvolvido na Universidade de Coimbra através do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS), obteve Autorização de Introdução no Mercado (AIM) pelo Infarmed (Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento).
Em entrevista ao Ciência Hoje, o vice-reitor para a área da investigação da UC, Amílcar Falcão, explica que o medicamento desenvolvido é um radiofármaco utilizado como meio auxiliar de diagnóstico fundamentalmente para vários tipos de neoplasias. "É utilizado nos exames PET (Tomografia de Emissão de Positrões), permitindo aos médicos uma avaliação muito precisa do estádio da doença e o planeamento da terapêutica individualizada de acordo com as necessidades dos doentes”.

Segundo o também director técnico do ICNAS Produção, a formulação desenvolvida apresenta várias diferenças em relação às já existentes, “distinguindo-se pela sua qualidade (em cerca de 250 processos de síntese o controlo de qualidade nunca falhou), estabilidade (12 horas contra um máximo de 10 horas conseguidas por outras formulações), fiabilidade (acima dos 97 por cento contra valores que em geral nem os 90 por cento atingem) e rapidez (a preparação do radiofármaco pelo nosso processo demora cerca de metade do tempo por comparação com os processos conhecidos)”.

O medicamento representa ganhos significativos para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) porque, até ao momento, Portugal encontrava-se “dependente da importação proveniente da vizinha Espanha”, afirma o especialista. Para além disso, a aprovação do medicamento pelo Infarmed é “um inequívoco sinal da qualidade da formulação e da capacidade de colocar a investigação ao serviço da comunidade”, acrescenta.

Sendo um medicamento radiofarmacêutico, o tempo que medeia entre a sua produção e a sua utilização é um factor crítico. Portanto, agora que é produzido em Coimbra, a duas horas de Lisboa e do Porto, “a perda de radioactividade é muito menor” porque chega aos utilizadores mais rapidamente do que quando a sua proveniência é Madrid ou Sevilha. E como “aquilo que conta para os exames PET é a radioactividade do fármaco, facilmente se percebe que a ‘potência’ do nosso medicamento é maior do que a proveniente dos centros de produção espanhóis”, explica Amílcar Falcão. Assim sendo, “as nossas doses, ao permitirem fazer mais exames, acabam por representar ganhos para o SNS sem qualquer perda de qualidade do serviço prestado aos doentes”, conclui.

A UC tem outros medicamentos preparados para futura entrada no mercado. “O nosso plano estratégico permite-nos antever a entrada no mercado de quatro ou cinco novos medicamentos radiofarmacêuticos nos próximos três anos. Temos em carteira várias moléculas a ser testadas, mas devido à constante procura de novas soluções, a seu tempo iremos apostando naquelas que forem consideradas as opções mais inovadoras e capazes de contribuir para maiores ganhos em saúde”, adianta o investigador.

Fonte: CiênciaH

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Dois investigadores portugueses ganham maior bolsa europeia de investigação

:: Dois investigadores portugueses ganham maior bolsa europeia de investigação ::

O cientista Miguel Soares e a historiadora Rita Marquilhas foram os únicos portugueses a ganharem o concurso de 2011 das bolsas atribuídas pelo Conselho Europeu de Investigação, as maiores ao nível europeu. Os dois cientistas recebem ao todo quatro milhões de euros ao longo de cinco anos.

Soares, líder do grupo de Inflamação, que trabalha no Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), vai receber 2,2 milhões de euros para determinar quais os mecanismos que impedem a destruição dos órgãos, e são a causa de morte quando se contrai doenças como a sepsis grave ou a malária.

Nestas doenças, o corpo pode acabar por perecer não directamente por causa dos agentes patogénicos, mas pelos danos infligidos nos tecidos e órgãos, causados por toxinas libertadas pelos agentes. Os resultados passados da equipa já deram indicações dos processos que normalmente evitam estes danos. Com este financiamento, a equipa quer testar estas descobertas.

“Proteger os tecidos de serem destruídos durante uma infecção é quase tão importante do que combater os agentes patogénicos. Vale a pena tentar identificar de uma maneira muito mais global quais são os mecanismos que protegem os tecidos”, explicou o cientista, ao PÚBLICO.

Para isso, a equipa vai utilizar uma série de ratinhos transgénicos, em que se retiraram os mecanismos que se pensa protegerem os órgãos dos animais durante a infecção. O objectivo é infectar estes ratinhos para verificar se, de facto, os roedores deixam de ter capacidade de evitar a destruição dos órgãos. Os resultados poderão apontar para novas estratégias terapêuticas para controlar estas infecções.

Já o trabalho de Rita Marquilhas, do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa, está nos antípodas da pesquisa de Soares. A historiadora da língua está a fazer uma recolha de correio privado português e espanhol entre o século XVII e o início do século XIX. Marquilhas ganhou 1,8 milhões de euros e propôs disponibilizar online, com informação contextual, os facsímiles de 7000 cartas pessoais que foram confiscadas pelo Tribunal da Inquisição e, mais recentemente, pela Casa da Suplicação, para servirem de prova em julgamentos.

“Podem ser dois amantes a trocarem uma carta de amor ou um filho a justificar-se ao pai por um erro que pode ter cometido. Por alguma razão, um desses dois tribunais achou que a carta provava uma culpa”, disse ao PÚBLICO Rita Marquilhas. A equipa da historiadora esteve na Torre do Tombo a folhear processo atrás de processo para encontrar estas cartas, que têm valor para a investigação linguística e histórica.

Ao contrário dos documentos oficiais guardados em arquivos, escritos por autoridades, ou textos literários impressos, que ficaram nas bibliotecas, estas cartas nunca foram pensadas para serem lidas pelo público, só pelos destinatários. Por isso têm “uma linguagem muito mais coloquial”, disse Marquilhas, aproximada da língua falada.

“O que é bom nesta documentação é que nos permite aceder a testemunhos que não pertenciam à elite”, disse a historiadora. Por exemplo, homens acusados de crimes pela Casa da Suplicação ou mulheres acusadas de feitiçaria pelo Tribunal da Inquisição.

Rita Marquilhas ficou surpreendida com a atribuição da bolsa, que vai servir para reunir uma equipa de 11 investigadores. “É um concurso muito competitivo, é quase uma obrigação do investigador concorrer, mas nunca esperava ganhar”, disse.

O Conselho Europeu de Investigação atribuiu bolsas a 294 dos 2284 projectos que concorreram à edição de 2011, uma percentagem de 12%, num valor total de 660 milhões de euros. Candidataram-se 20 projectos portugueses, o que dá um sucesso nacional de 10%.

Fonte: Público

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

QREN: Estado só saldou as contas de 8% dos projectos em cinco anos de QREN

:: QREN: Estado só saldou as contas de 8% dos projectos em cinco anos de QREN ::

Foram encerrados 248 projectos de investimento empresarial, num total de incentivos atribuídos de 227 milhões de euros.

Numa altura em que a recessão aperta e se assiste a uma profunda desalavancagem da banca, regista-se que o QREN (fundos comunitários) tem em "ponto morto" cerca de dois mil milhões de euros de investimentos de empresas aprovados. "São investimentos contratados há mais de seis meses sem qualquer execução", enfatizou Almeida Henriques, secretário de Estado Adjunto da Economia. Em termos de incentivos directos às empresas, estão em causa 2.210 operações empresariais que ainda não executaram um só cêntimo.

Fonte: Negócios

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