segunda-feira, 26 de março de 2012

QREN: Alto Minho contabiliza 19 milhões de euros de investimentos por aprovar

:: QREN: Alto Minho contabiliza 19 milhões de euros de investimentos por aprovar ::

O Alto Minho contabiliza 19 milhões de euros em investimentos candidatados ao QREN entretanto suspensos pelo Governo devido à "inépcia" da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), acusa a comunidade intermunicipal da região. "Estamos a falar de investimentos em todos os concelhos que estão por aprovar há oito meses. Entretanto, temos a última resolução do conselho de ministros que suspende todas candidaturas que ainda não foram aprovadas", afirmou hoje à Lusa Rui Solheiro.

O presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM) explicou que em causa estão diversas candidaturas apresentadas em agosto à CCDR-N - autoridade de gestão dos fundos do QREN -, pelos municípios do distrito de Viana do Castelo.

"Para podermos avançar com as candidaturas, as obras têm que estar adjudicadas. Desde Agosto, a autoridade de gestão, naturalmente também a administração central, não as aprovou e chegamos a esta situação inadmissível", criticou Rui Solheiro.

É que, para "agravar" a situação dos municípios, o Governo, no âmbito da revisão da contratualização de fundos comunitários, decidiu suspender as componentes comunitárias de todas as candidaturas por aprovar ou concretizar.

"Ao fim de oito meses, os municípios estão a viver uma insegurança e incerteza enorme. Pedimos para que haja bom senso em tudo isto", disse ainda o autarca, apontando o caso mais emblemático para a região.
"Temos a construção da Escola Superior de Valença, que é uma obra emblemática, que está adjudicada e a decorrer. A candidatura foi aceite em agosto e esperou até agora apenas pela aprovação da CCDR-N, que arrastou a análise, como nas restantes", apontou ainda.

Trata-se de um centro de inovação empresarial e logístico, para receber ainda a escola superior de ciências empresariais de Valença, num investimento global de 7,2 milhões de euros que deveria ser comparticipado em 85 por cento por fundos do QREN, mas que foi suspensa.

"Os municípios estão a ser vítimas da inépcia da autoridade gestão [CCDR-N]", garante, acrescentando tratar-se de uma posição entretanto enviada pela CIM ao Governo.

Além disso, Rui Solheiro, também líder dos autarcas socialistas, sublinha que em toda a região Norte as candidaturas ao QREN "estão paradas desde setembro", devido à indefinição em torno da nova direção da CCDR-N.

"Não há possibilidade de apresentar candidaturas porque simplesmente não são abertos os concursos. Além disso, estamos agora a assistir a uma preocupante centralização da gestão destes fundos", concluiu.

Fonte: Dinheiro Vivo

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Critical Software quer exportar solução de busca e salvamento da Marinha

:: Critical Software quer exportar solução de busca e salvamento da Marinha ::

Desde Abril de 2011 que está a ser usado como sistema de suporte da Marinha Portuguesa para as operações de busca e salvamento, mas o Oversee Search and Rescue pretende "cruzar mares" e chegar a outros portos.

A plataforma foi desenvolvida pela Critical Sofware, com a cooperação da Marinha, e disponibiliza, num único interface, toda a informação de que um operacional de um centro de busca e salvamento necessita para responder perante um incidente.

O sistema inclui também um conjunto de ferramentas de análise de risco, apoio à decisão e de gestão de incidentes, oferecendo capacidade de antecipação.

O objetivo é oferecer uma visão integrada do panorama marítimo, permitindo correlacionar e fundir informação proveniente de várias fontes, extrair conhecimento e identificar padrões de comportamento relevantes, explica Ricardo Maia, da área de Maritime Solutions da Critical Software.

"Ao agregar os vários elementos de contexto nomeadamente, dados sobre tráfego marítimo, alertas, condições meteorológicas e oceanográficas, elementos hidrográficos, e informação sobre as embarcações evita-se a consulta de diferentes sistemas facilitando-se ao mesmo tempo o corelacionamento dos diferentes elementos", referiu o responsável ao TeK.

A solução acaba de conhecer uma nova versão, atualmente em fase de validação no Centro de Busca e Salvamento (MRCC) de Lisboa, a mesma que a Critical Software decidiu levou ao SAR Europe 2012, um evento que junta anualmente especialistas civis e militares internacionais da área.

A apresentação do Oversee no certame correspondeu a uma primeira ação no sentido de internacionalizar a solução, com o objetivo de estabelecer contactos e potenciar a sua comercialização. "Será a comercialização nos mercados internacionais que permitirá rentabilizar este enorme investimento que temos vindo a realizar", afirma Ricardo Maia.

O responsável nota que o sistema tira partido das competências internacionalmente reconhecidas da Marinha portuguesa, assim como de um conjunto de protótipos, "mas a verdade é que se trata de uma solução completamente inovadora, aliás protegida através de um pedido de patente".

Ricardo Maia salienta ainda que o Oversee responde a um conjunto de desafios enfrentados pela generalidade das guardas costeiras e para os quais ainda não existia uma resposta clara. "Posso referir que neste momento continuamos a trabalhar nas vertentes de antecipação de incidentes, análise de risco e apoio á decisão. O projeto envolve inclusivamente instituições de I&D que irão, com certeza, reforçar o caracter inovador da solução".

Fonte: SAPO

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Escolas portuguesas lado a lado com MIT e Harvard

:: Escolas portuguesas lado a lado com MIT e Harvard ::

‘Ranking’ de consultora francesa especializada em ensino superior distingue 27 programas de cinco escolas portuguesas.

São cinco as escolas portuguesas que aparecem nas listas do Eduniversal Masters Ranking - The Best Masters and MBA Worldwide, lançado, pela primeira vez, no mês passado. No total, esta lista da consultora francesa Eduniversal, especializada na área do ensino superior, distinguiu 27 programas portugueses de mestrado, pós-graduação e MBA.

O ISCTE foi a escola portuguesa mais galardoada, com sete presenças neste ‘ranking'. Seguem-se a EGP, da Universidade do Porto, com seis programas premiados, o ISEG, com cinco, e a Universidade Católica, também com cinco programas premiados, aos quais acrescenta o The Lisbon MBA, que partilha com a Nova, que tem outros três programas destacados pela Eduniversal, dos quais se destaca o Master in Economics, que conseguiu o melhor resultado por uma escola portuguesa, um 22º lugar no competitivo sector dos mestrados em Economia.

Olhando para os ‘rankings' internacionais, nota-se algum domínio das escolas inglesas, nomeadamente a London Business School e a Universidade de Oxford, enquanto na América do Norte é de destacar a presença de algumas escolas nos lugares de topo. É o caso do MIT Sloan School Management, que aparece em primeiro lugar nos programas de Engenharia, na segunda posição em Economia e MBA e em terceiro nos mestrados de Empreendedorismo e Gestão. A Universidade de Stanford também aparece com dois primeiros lugares, em Gestão e em Recursos Humanos, ao qual soma uma aparição em terceiro do seu programa de MBA e presenças na quarta posição em Economia, Engenharia e Mercados Financeiros. Já a Harvard Business School parece liderar as áreas em que mais aposta, com dois primeiros lugares em Economia e MBA, mas sem mais nenhuma aparição no pódio dos ‘rankings' de destaque no inquérito do The Best Masters.

Fonte: Económico

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Chegou a vez dos outdoors biodegradáveis

:: Chegou a vez dos outdoors biodegradáveis ::

Vinte e quatro anos após a homologação da Lei 97/88 que proíbe a utilização, em qualquer caso, de materiais não biodegradáveis para publicidade e propaganda política, Fernanda Viana, docente da Universidade Fernando Pessoa, desenvolveu um suporte biodegradável, numa parceria entre as universidades Fernando Pessoa e do Minho.

De acordo com a autora era urgente desenvolver um suporte que desse cumprimento à Lei. «O material mais utilizado - poliéster revestido a resina de policloreto de vinilo (PVC) - além de não ser biodegradável, é considerado de elevada toxicidade e impacto ambiental, altamente prejudicial à saúde humana. Não é por acaso, que a União Europeia impôs várias restrições ao uso do PVC, considerando os danos causados no sistema imunitário, reprodutivo e endócrino ”, afirma

Face a este cenário, Fernanda Viana, engenheira publicitária de formação, decidiu desenvolver um suporte biodegradável, no intuito de minimizar o impacto ambiental causado pelos suportes têxteis actualmente usados. “As nossas cidades apresentam-se ‘vestidas’ por enormes imagens impressas em poliéster revestido a resina de PVC, já para não falar no período eleitoral, em que a presença deste material é excessiva.”

Os testes de Biodegradação por Compostagem efectuados ao novo suporte, demonstraram que, ao contrário de degradar-se, este biodegrada-se. Ou seja, "o compósito desenvolvido decompõe-se em matéria orgânica em 28 semanas, em vez de acumular-se nas cadeias alimentares, numa dimensão microscópica e molecular, afectando toda a biosfera.”

Fernanda Viana adianta ainda: “Acredito que este suporte seja uma contribuição efectiva para a diminuição do impacto ambiental."

O trabalho de investigação não ficou apenas pelo desenvolvimento do suporte biodegradável. A aplicação de cristais líquidos "garantiu ao projecto a inovação necessária para a submissão de um pedido de patente da Universidade Fernando Pessoa e da Universidade do Minho."

Fonte: CiênciaH

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quinta-feira, 8 de março de 2012

ADENE/EnergyIN: Missão empresarial a Moçambique

:: ADENE/EnergyIN: Missão empresarial a Moçambique ::

A ADENE - Agência para a Energia e o EnergyIN – Pólo de Competitividade e Tecnologia de Energia, assinaram com a AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, um contrato para o apoio à internacionalização das PME de energia.

Esta iniciativa pretende promover a internacionalização de empresas e soluções tecnológicas relacionadas, nas áreas da construção sustentável, mobilidade, redes inteligentes e renováveis. Neste espaço poderá fazer a inscrição nas várias missões empresariais. Uma forma simples de levar e mostrar a sua empresa a todo o mundo.

Próximas Missões
Moçambique: Abril de 2012
:: Consulte Aqui: Regulamento ::
:: Consulte Aqui: Aviso Candidatura ::
:: Consulte Aqui: Formulário de Candidatura ::

Missões (Datas a definir)
Brasil
China
Angola
África do Sul

:: Consulte Aqui: Portugal.Innovating Energy Solutions ::

Fonte: Portugal: Innovating Energy Solutions

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COMISSÃO INTERMINISTERIAL DE ORIENTAÇÃO ESTRATÉGICA PARA GESTÃO DE FUNDOS COMUNITÁRIOS CRIADA EM CONSELHO DE MINISTROS

:: COMISSÃO INTERMINISTERIAL DE ORIENTAÇÃO ESTRATÉGICA PARA GESTÃO DE FUNDOS COMUNITÁRIOS CRIADA EM CONSELHO DE MINISTROS ::

O Conselho de Ministros de 7 de março criou a Comissão Interministerial de Orientação Estratégica dos Fundos Comunitários e Extraordinários, que será composta pelo Ministro das Finanças, responsável pela coordenação, e pelos ministros dos Negócios Estrangeiros, da Administração Interna, da Economia e do Emprego, da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, da Educação e Ciência e da Solidariedade e da Segurança Social.

Durante a vigência do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal, a comissão terá as seguintes competências:

  • Definir e coordenar as orientações estratégicas para a utilização das verbas nacionais de fundos comunitários e extracomunitários;
  • Definir as prioridades estratégicas financeiras e orçamentais, em matéria de aplicação das verbas nacionais dos fundos comunitários e extracomunitários;
  • Articular as prioridades de aplicação das verbas dos fundos comunitários e extracomunitários com as prioridades de política económica, previstas no PAEF, designadamente, em matéria de consolidação orçamental.

A Comissão irá abranger todos os programas e estruturas de governação nacionais criados nos quadros do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, do Fundo de Coesão, do Fundo Social Europeu, do Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural, do Fundo Europeu das Pescas, do Programa-Quadro Solidariedade e Gestão de Fluxos Migratórios, do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu e de outros fundos comunitários e extracomunitários que se encontrem em vigor ou que venham a vigorar.

:: Consulte Aqui: COMUNICADO DO CONSELHO DE MINISTROS DE 7 DE MARÇO DE 2012 ::

Fonte: Governo da República Portugesa

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QREN. Bruxelas autoriza uso de verbas no emprego jovem e nas PME

:: QREN. Bruxelas autoriza uso de verbas no emprego jovem e nas PME ::

A Comissão Europeia está disponível para autorizar o governo português a reafectar verbas dos fundos comunitários para o programa de combate ao desemprego jovem e também para apoiar as pequenas e médias empresas.

Em resposta ao i, o porta-voz do Comissário Europeu de Política Regional, Ton van Lierop, assegura que a reprogramação das verbas dos fundos comunitários não será um problema para o programa português de combate ao desemprego, mas também para o apoio às pequenas e médias empresas: “A Comissão Europeia está particularmente aberta, neste momento de crise, para reprogramar [as verbas], para dar mais apoio para pequenas e médias empresas e para reduzir o emprego jovem”.

A resposta formal de Bruxelas ainda não chegou a São Bento para que o governo tenha a certeza que tem asseguradas as verbas para prosseguir com o plano de combate ao desemprego jovem, aprovado a semana passada em Conselho de Ministros. Na proposta, entregue em Bruxelas, o governo pedia autorização para reafectar 352 milhões de euros do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). Além deste dinheiro, o executivo pedia ainda um reforço da ajuda comunitária em 650 milhões de euros, para assim atingir um universo de cerca de 165 mil jovens. Mas a este reforço, Bruxelas respondeu que não.

A equipa da Comissão Europeia, que esteve em Portugal no final de Fevereiro a preparar com o governo um plano para combater o desemprego entre os jovens, recusou o acréscimo das verbas vindas do orçamento dos parceiros europeus. Isto apesar de no mesmo dia Passos ter explicado, em Bruxelas, que a intenção portuguesa é captar dinheiro não utilizado por outros estados-membros.

Caso não seja encontrada outra solução, os objectivos do programa ficarão aquém do previsto, abrangendo apenas 77 mil jovens. A medida vai ao encontro do que Durão Barroso tinha dito no Conselho Europeu de final de Janeiro, em que pediu a cada estado-membro um contributo para reduzir o desemprego entre os jovens.

GASPAR VS ÁLVARO A proposta do executivo para reduzir o desemprego foi apresentada pelo ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, no último Conselho de Ministros em que perdeu a tutela dos fundos comunitários para Vítor Gaspar. Aliás, na reunião semanal do governo de hoje – antecipada para que Passos pudesse estar presente, uma vez que o primeiro-ministro vai à Suécia nos próximos dias – vai ser aprovada a orgânica da comissão para gerir o QREN. Uma comissão liderada pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar e que vai contar com sete ministros. Além de Álvaro Santos Pereira, vão sentar-se nessa comissão Assunção Cristas, da Agricultura e Ambiente, Pedro Mota Soares, da Solidariedade e Segurança Social, Miguel Macedo, da Administração Interna, Nuno Crato, da Educação e ainda Paulo Portas, ministro dos Negócios Estrangeiros.

Mas no dia em que o governo aprova o novo formato de gestão dos fundos comunitários, Passos já sabe que terá os parceiros sociais contra esta decisão.

Ontem, as quatro confederações patronais escreveram uma carta ao primeiro-ministro para que mantenha a palavra final sobre os investimentos do QREN nas mãos de Álvaro Santos Pereira. Para os patrões “é ao Ministério da Economia e Emprego que cabe, e deve continuar a caber, a responsabilidade de promover a coordenação das políticas quer permitam o crescimento” ou seja, deve “manter todas as competências na gestão do QREN”. Uma preocupação também manifestada pelo líder da UGT, João Proença, que ao i diz que é necessário “gerir os fundos numa óptica de economia”.

Os parceiros temem que Gaspar use a “palavra decisiva”, como lhe chamou Passos, para travar investimentos. O responsável das Finanças passa a ter poder de veto sobre a comparticipação directa do Estado em programas de investimento do QREN (actualmente nos 5%) e sobre a participação das entidades públicas – através de receitas ou recursos próprios – nestes mesmos projectos.

Fonte: iOnline

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