quinta-feira, 19 de abril de 2012

"Pólos de competitividade não podem ser uma forma de acesso majorado ao QREN"

:: "Pólos de competitividade não podem ser uma forma de acesso majorado ao QREN" ::

O Governo vai divulgar até junho os resultados da avaliação que está fazer aos 10 pólos de competitividade e sete "clusters" criados em 2009. Em declarações à "Vida Económica" à margem da sessão de encerramento do programa SpinExpo da Universidade Católica do Porto (UCP), o secretário de Estado da Economia, Carlos Oliveira, explicou que "este tipo de entidades que venham da sociedade civil, das empresas e que trabalhem para aumentar as exportações, o emprego e as receitas é o que queremos para o país". Deixou, porém, um aviso: "os pólos de competitividade não podem ser uma forma de acesso majorado ao QREN".

O processo de avaliação dos 10 pólos de competitividade e sete "clusters" criados em 2009 pelo anterior Governo estava a decorrer, com todos os seus representantes a serem chamados ao Ministério da Economia, nos últimos dias para audições individualizadas. Certo é que a dúvida quando à continuidade dessa avaliação ficou instalada com a publicação em Diário da República de um concurso (Anúncio de procedimento n.º 1295/2012 de 28/03) para a aquisição de serviços para a realização do Estudo de Avaliação da Estratégia e do Processo de Implementação das EEC.

Questionado pela "Vida Económica" sobre o que terá justificado a abertura deste concurso a meio do processo de avaliação dos pólos e clusters, Carlos Oliveira, secretário de Estado da Economia explicou que se trata de "um concurso normal de auditoria do QREN na área das estratégias de eficiência coletiva" e que tal procedimento "não tem ligação com a questão dos pólos, ainda".

"Como sabe, a avaliação está a decorrer, recebemos no Ministério todos os representantes e estamos, de facto, a preparar a reforma profunda que os pólos necessitam para estarem orientados com as prioridades do país", explicou o governante à "Vida Económica".

Ressalvou, contudo, que "os pólos de competitividade não podem ser - e não serão, seguramente - uma forma de acesso majorado ao QREN", mas, antes, "um instrumento muito importante da economia nacional para a criação de emprego e para o aumento das exportações nos setores a que dizem respeito".
E deu garantias de que é isso que "está a ser feito com o grupo de trabalho" criado pelo Governo para o efeito e que está "a preparar as orientações nesse sentido".

Entidade externa para fazer a avaliação financeira

Já quanto à finalidade da contratação desta entidade ao abrigo deste concurso, Carlos Oliveira esclareceu que ela tem como "finalidade fazer a avaliação financeira" do processo relacionado com as estratégias de eficiência coletiva, uma vez que o COMPETE a isso está obrigado por imposição da União Europeia.
"É uma obrigatoriedade que as entidades de gestão do dinheiro têm perante Bruxelas", disse o secretário de Estado, notando que "esse é um processo paralelo a este que estamos a fazer, que é a avaliação da estratégia dos pólos e "clusters" e não apenas da execução financeira".
Questionado pela "Via Económica" sobre quando é que conta ter toda a avaliação dos pólos e clusters concluída, Carlos Oliveira disse que, "durante este semestre, teremos um novo modelo de pólos e clusters cá fora".

Já sobre se essa reforma tem como objetivo proceder a uma fusão ou supressão de alguns dos pólos e "clusters", o governante garantiu que "não é essa a motivação primeira" do Governo. "A nossa motivação primeira é termos uma estratégia que faça sentido para o país e, depois, a nova reorganização ou reorientação que possa existir, será resultado dessa estratégia", acrescentou.
Só nessa altura será, então, "definido um modelo de quais pólos e clusters continuam" e de qual será, aliás, a sua nova designação, pois "é muito complexo ter pólos de competitividade e tecnologia ou clusters que ninguém percebe muito bem o que é", adiantando que vão "clarificar também nessa perspetiva", garantiu Carlos Oliveira.

Uma coisa é certa para o secretário de Estado da Economia: com esta ou outra designação, "este tipo de entidades que venham da sociedade civil, das empresas e que tenham a visão para o setor ou setores - muitas vezes, estamos a falar de setores agregados -, que trabalhem em aumentar as exportações, aumentar emprego e aumentar receitas é o que queremos para o país".

Fonte: Vida Económica

.:: Links ::.

:: QREN: Novo Plano Anual Concursos - 2012 - Datas ::
:: QREN: LISTA DE PROJECTOS APROVADOS - Actualizado a 30 de Junho de 2011 ::
:: QREN: Quadro de Referência Estratégico Nacional ::
:: QREN: Balanço da execução do QREN em 2010 e objectivos para 2011 ::

:: SIFIDE II: Sistema de Incentivos Fiscais em I&D Empresarial II ::
:: SIFIDE: Sistema de Incentivos Fiscais em I&D Empresarial ::
:: SIFIDE: SIFIDE - Principais resultados no período 2006-2008 ::
:: SIFIDE: Resumo Histórico ::

Proder - Suspensão temporária de certas condições de acesso e compromissos -Portaria n.º 104/2012 de 17 de abril

:: Proder - Suspensão temporária de certas condições de acesso e compromissos -Portaria n.º 104/2012 de 17 de abril ::

No âmbito dos trabalhos de monitorização e avaliação dos efeitos da seca, levados a cabo pelo Grupo de Acompanhamento e Avaliação dos Impactos da Seca de 2012, foi identificado um conjunto de medidas que importa agora operacionalizar por forma a vigorar na presente campanha agrícola de 2012, dando resposta à necessidade de adaptação dos interessados à atual capacidade produtiva do meio agrícola.

Por conseguinte, ao abrigo do artigo 47.º do Regulamento (CE) n.º 1974/2006, da Comissão, de 15 de dezembro de 2006, que define os casos de circunstâncias excecionais, não serão alvo de penalizações por não cumprimento de certas condições de acesso e compromissos definidos no presente diploma os beneficiários da Medida n.º 2.1 «Manutenção da atividade agrícola em zonas desfavorecidas», da Medida n.º 2.2 «Valorização dos modos de produção», da Ação n.º 2.2.1 «Alteração dos modos de produção», da Ação n.º 2.2.2 «Proteção da biodiversidade doméstica», de alguns apoios da Medida n.º 2.4 «Intervenções territoriais integradas» e da Ação n.º 2.3.2 «Ordenamento e recuperação de povoamentos», do Programa de Desenvolvimento Rural do Continente, designado por PRODER. Prevê-se, além disso, a intervenção das estruturas locais de apoio (ELA) na definição de orientações e na autorização de ajustamentos de compromissos mediante análise das situações concretas e a evolução da situação climática.

:: Consulte aqui: Portaria n.º 104/2012 de 17 de abril ::

Fonte: Diário da República
.:: Links ::.

:: QREN: Novo Plano Anual Concursos - 2012 - Datas ::
:: QREN: LISTA DE PROJECTOS APROVADOS - Actualizado a 30 de Junho de 2011 ::
:: QREN: Quadro de Referência Estratégico Nacional ::
:: QREN: Balanço da execução do QREN em 2010 e objectivos para 2011 ::

:: SIFIDE II: Sistema de Incentivos Fiscais em I&D Empresarial II ::
:: SIFIDE: Sistema de Incentivos Fiscais em I&D Empresarial ::
:: SIFIDE: SIFIDE - Principais resultados no período 2006-2008 ::
:: SIFIDE: Resumo Histórico ::

Indústria: Gestor do Compete diz que Portugal deve pensar mercados além fronteiras

:: Indústria: Gestor do Compete diz que Portugal deve pensar mercados além fronteiras ::

Franquelim Alves, gestor do Compete - Programa Operacional Fatores de Competitividade, defendeu que a viabilização de Portugal depende da capacidade de pensar os mercados "numa escala, no mínimo, europeia".

O novo responsável pelo programa, em funções há dois meses, falava em Castelo Branco no 1.º Congresso da Inovcluster - Cluster Agroindustrial da Região Centro, dedicado às "Estratégias de competitividade para o setor agroindustrial".

Franquelim Alves acredita que a sobrevivência da Europa "passará inevitavelmente por uma maior integração" e o tecido empresarial português tem que estar preparado.

Sem apontar datas, aquele responsável remeteu para "os tempos mais próximos" a abertura de novos concursos para acesso a apoios financeiros no âmbito da estratégia de competitividade.

Está ainda em curso a reprogramação estratégica dos sistemas de incentivos, sendo que está "praticamente finalizada" a "operação de limpeza dos compromissos que podem ser libertados por incumprimento".

Só depois, em função disso, se poderá "reafetar verbas e estabelecer um novo esquema de concursos, o que espero que aconteça nos tempos mais próximos".

Ao mesmo tempo, decorre a avaliação dos polos de competitividade (clusters) em diferentes áreas temáticas, criados por todo o país para reforçar a capacidade das empresas.

Franquelim Alves apontou a Inovcluster como "um bom exemplo do que se pode fazer com as ferramentas disponibilizadas pelo Estado".

A associação Inovcluster conta com 103 associados, entre os quais 73 empresas ligadas aos produtos agrícolas e alimentares, desde o vinho ao peixe e pecuária, e ainda seis municípios, 10 instituições de ensino superior e investigação e outras 14 associações.

Com base nos produtos endógenos, é feita a certificação e promoção, dentro e fora do país, por forma a estimular a atividade económica nas zonas rurais, e são estudadas estratégias de inovação.

Segundo dados da Inovcluster, desde maio de 2009, a estrutura já promoveu mais de 60 produtos em 18 feiras nacionais e estrangeiras, desenvolveu e melhorou oito produtos colocados no mercado e deu origem a cinco novas empresas no setor.

Entre outros projetos que abrangem diferentes fileiras de produção, tem também em curso um processo de avaliação de necessidades formativas que envolve mais de mil empresas.

Joaquim Morão, presidente da Câmara de Castelo Branco e da Inovcluster, apontou esta aposta nos produtos endógenos como "uma das soluções" para enfrentar a mudança dos modelos de negócio, em que a indústria e serviços não dão resposta às necessidades de emprego e desenvolvimento.

Joaquim Morão defendeu, por isso, a continuidade do modelo de financiamento dos polos de competitividade e apelou à atenção dos "poderes instituídos: é por aqui que temos que dar um forte impulso aos territórios".

Fonte: Reconquista

.:: Links ::.

:: QREN: Novo Plano Anual Concursos - 2012 - Datas ::
:: QREN: LISTA DE PROJECTOS APROVADOS - Actualizado a 30 de Junho de 2011 ::
:: QREN: Quadro de Referência Estratégico Nacional ::
:: QREN: Balanço da execução do QREN em 2010 e objectivos para 2011 ::

:: SIFIDE II: Sistema de Incentivos Fiscais em I&D Empresarial II ::
:: SIFIDE: Sistema de Incentivos Fiscais em I&D Empresarial ::
:: SIFIDE: SIFIDE - Principais resultados no período 2006-2008 ::
:: SIFIDE: Resumo Histórico ::

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Governo: «limpeza» do QREN corta 1800 projetos

:: Governo: «limpeza» do QREN corta 1800 projetos ::

A «Operação limpeza» do QREN envolve cerca de 1.800 projetos e a descativação de um montante superior a mil milhões de euros, disse na última noite o secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional, Almeida Henriques.

«Estamos a falar de mais de mil milhões de euros em processo de operação limpeza e de 1.800 projetos», afirmou o governante, que falava aos jornalistas em Coimbra, à margem da reunião do Conselho Regional do Centro, escreve a Lusa.

No âmbito desta operação, os projetos aprovados e apoiados por fundos comunitários, através do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional), sem execução e/ou sem contrato há mais de seis meses ou com níveis de realização inferior a dez por cento do montante aprovado, serão abandonados, sendo as respetivas verbas transferidas para outros projetos.

Há, no entanto, exceções, desde que os promotores e gestores dos projetos fundamentem as razões que explicam as taxas baixas ou nulas de execução e os motivos que justificam a importância da sua continuidade, sublinhou Almeida Henriques.

As verbas descativadas, com esta reavaliação e reprogramação de projetos serão, prioritariamente, canalizadas para o aumento da competitividade de empresas e das exportações e para a criação de emprego, adiantou o secretário de Estado.

Na Região Centro, a «operação limpeza» descativou cerca de 170 milhões de euros, disse aos jornalistas, no final da mesma reunião, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro (CCDRC), Norberto Pires, salientando que «exige» que os montantes descativados sejam reinvestidos na região.

Mas «ainda é cedo para dizer que esses 170 milhões de euros são descativação efetiva», pois «há projetos que devem ser mantidos», apesar da sua fraca ou nula execução, sublinhou o presidente da CCDRC, afirmando que haverá «recurso à prorrogativa» que contempla exceções.

Na reunião de hoje do Conselho Regional do Centro foi apresentado o projeto «Investir@Centro» e foram, designadamente, debatidos o programa «Mais Centro» e o «Plano Regional de Ordenamento de Território (PROT-C)», disse Álvaro Amaro, presidente deste órgão e da Câmara de Gouveia.

Além de Almeida Henriques, também participou na reunião, que terminou ao princípio da noite, o secretário de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território, Pedro Afonso de Paulo.

Para a próxima reunião do Conselho, a realizar antes do início do Verão, foi convidado o secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Silva Monteiro, pois serão debatidas as acessibilidades da Região Centro, adintou aos jornalistas Álvaro Amaro.

O Conselho Regional do Centro é constituído pelos presidentes dos 78 municípios que integram a CCDRC e por representantes de cerca de 30 instituições da região.

Fonte: Agência Financeira

.:: Links ::.

:: QREN: Novo Plano Anual Concursos - 2012 - Datas ::
:: QREN: LISTA DE PROJECTOS APROVADOS - Actualizado a 30 de Junho de 2011 ::
:: QREN: Quadro de Referência Estratégico Nacional ::
:: QREN: Balanço da execução do QREN em 2010 e objectivos para 2011 ::

:: SIFIDE II: Sistema de Incentivos Fiscais em I&D Empresarial II ::
:: SIFIDE: Sistema de Incentivos Fiscais em I&D Empresarial ::
:: SIFIDE: SIFIDE - Principais resultados no período 2006-2008 ::
:: SIFIDE: Resumo Histórico ::

QREN: “Relatório Anual do QREN III”

:: QREN: “Relatório Anual do QREN III” ::

É efetuada uma análise ao trabalho desenvolvido neste último ano e meio de implementação do QREN.

O presente "Relatório Anual do QREN III" procura analisar o trabalho desenvolvido neste último ano e meio de implementação do QREN, tendo em vista a mobilização dos recursos postos ao dispor de Portugal no âmbito da Política de Coesão da União Europeia para os objetivos de desenvolvimento do país, estruturados em torno das suas cinco prioridades estratégicas – qualificação dos portugueses, crescimento sustentado, coesão social, qualificação do território e das cidades e eficiência na governação.

Este relatório baseia-se em informação quantitativa sobre a execução dos programas reportada, em regra, ao ano de 2010. No entanto, considerou-se pertinente mobilizar – tanto para a análise do contexto socioeconómico, como para as reflexões de natureza qualitativa sobre a execução do QREN – informação mais atualizada, reportada, em regra, ao 1º semestre de 2011.

O relatório está organizado em 7 capítulos:
  • Inicia com uma análise sumária do contexto de implementação do QREN, no capítulo 1;
  • O capítulo 2 corresponde à dimensão da monitorização operacional e financeira global do QREN;
  • A dimensão territorial das intervenções é desenvolvida no capítulo 3;
  • Os capítulos 4 e 5 analisam, numa perspectiva de monitorização estratégica, o contributo do QREN para ultrapassar os principais constrangimentos de natureza estrutural do país, refletindo sobre a concretização dos seus objetivos estratégicos e sobre a prossecução das suas principais prioridades, bem como a sua coerência e alinhamento com as orientações estratégicas e políticas comunitárias;
  • No capítulo 6 dá-se conta do trabalho desenvolvido no âmbito da governação técnica do QREN neste período; e
  • O relatório termina com a apresentação de uma síntese conclusiva, focada na identificação dos principais desafios que se colocam à intervenção dos fundos estruturais e de coesão no futuro imediato.

:: Consulte Aqui: “Relatório Anual do QREN III” ::

Fonte: POFC

.:: Links ::.

:: QREN: Novo Plano Anual Concursos - 2012 - Datas ::
:: QREN: LISTA DE PROJECTOS APROVADOS - Actualizado a 30 de Junho de 2011 ::
:: QREN: Quadro de Referência Estratégico Nacional ::
:: QREN: Balanço da execução do QREN em 2010 e objectivos para 2011 ::

:: SIFIDE II: Sistema de Incentivos Fiscais em I&D Empresarial II ::
:: SIFIDE: Sistema de Incentivos Fiscais em I&D Empresarial ::
:: SIFIDE: SIFIDE - Principais resultados no período 2006-2008 ::
:: SIFIDE: Resumo Histórico ::

Alentejo pode receber um terço dos 40 milhões de euros disponíveis para empresas no QREN

:: Alentejo pode receber um terço dos 40 milhões de euros disponíveis para empresas no QREN ::

O Alentejo pode captar quase um terço dos 40 milhões de euros de fundos comunitários disponíveis para empresas de todo o país, avançou à Agência Lusa o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).

Para a região conseguir aproveitar estas verbas, o presidente da CCDR do Alentejo, António Costa Dieb, apelou às empresas e agentes económicos para que apresentem candidaturas aos Sistemas de Incentivos, no âmbito do Quadro de Referências Estratégico Nacional (QREN).

"A participação das empresas tem de ser maior e qualitativamente mais relevante. É preciso estimular os agentes económicos a recorrerem a estes fundos, que são uma janela de oportunidade para recuperar algumas dificuldades que a crise nos coloca e potenciar a competitividade", frisou.

Fonte: Correio Alentejo

.:: Links ::.

:: QREN: Novo Plano Anual Concursos - 2012 - Datas ::
:: QREN: LISTA DE PROJECTOS APROVADOS - Actualizado a 30 de Junho de 2011 ::
:: QREN: Quadro de Referência Estratégico Nacional ::
:: QREN: Balanço da execução do QREN em 2010 e objectivos para 2011 ::

:: SIFIDE II: Sistema de Incentivos Fiscais em I&D Empresarial II ::
:: SIFIDE: Sistema de Incentivos Fiscais em I&D Empresarial ::
:: SIFIDE: SIFIDE - Principais resultados no período 2006-2008 ::
:: SIFIDE: Resumo Histórico ::

Investir na ciência pode criar 830 mil empregos na União Europeia

:: Investir na ciência pode criar 830 mil empregos na União Europeia ::

A proposta do programa “Horizonte 2020” prevê investimentos de 80 mil milhões para transformar a UE na líder industrial do mundo.

Criar 830 mil novos empregos na União Europeia até 2030. Este é o objectivo do novo programa-quadro de investimentos em Ciência, Tecnologia e Inovação, o Horizonte 2020, que está neste momento a ser discutido no Parlamento Europeu.

O programa, que quer transformar a Europa na principal potência industrial do mundo, prevê um financiamento de 80 mil milhões de euros de 2014 a 2020. Criar pontes entre a investigação e as empresas é a chave do sucesso deste financiamento. E as PME foram eleitas como os actores principais neste movimento de inovação para transformar a Europa em líder industrial.

Para isso, será criado um instrumento específico para promover a capacidade das pequenas e médias empresas que receberá cerca de 15% deste bolo, o que corresponde a 12 mil milhões de euros. Pretende-se aplicar a receita de países que apostam na investigação e produção industrial para manter o crescimento e o emprego, como a Alemanha, a todos os Estados do espaço europeu. Para isso, será financiada toda "a cadeia da investigação ao mercado", sublinha Graça Carvalho, a eurodeputada portuguesa, uma das criadoras deste programa, e que é responsável por um dos relatórios estratégicos que está a ser preparado pelo Parlamento Europeu. O programa junta, pela primeira vez, a inovação à ciência com o objectivo de ligar a indústria à investigação. Para acabar com o fenómeno de vermos "resultados da investigação desenvolvidos na Europa serem utilizados na indústria de outros países", sublinha Graça Carvalho.

Mas não basta apenas investir em investigação para conseguir crescimento económico, como mostra o caso português, sublinha a eurodeputada. Para conseguir esta efectiva ligação entre a investigação e a indústria, "o programa prevê o lançamento de consórcios com instituições de investigação, liderados pela indústria e em que são as empresas a determinar a agenda da investigação".

Se todos estão de acordo quanto à forma do programa Horizonte 2020, quando se fala de orçamento as opiniões dividem-se.

A Comissão Europeia propõe um investimento de 80 mil milhões de euros, o Parlamento Europeu quer aumentar o financiamemto previsto até aos 100 mil milhões. Mas há pressões dos países contribuintes líquidos para diminuir o bolo global, o que pode levar a cortes na proposta do Horizonte 2020.

Mas a ex-ministra da Ciência e Ensino Superior em Portugal, Graça Carvalho, promete bater-se até ao fim para que as verbas para a ciência e inovação não sejam reduzidas.

Resultados? Só depois da aprovação do orçamento comunitário é que se saberá se a proposta de orçamento do Horizonte 2020 será aprovada. O que significa que a questão poderá arrastar-se para o próximo ano.

Se o orçamento for aprovado, o investimento em ciência e inovação transforma-se, assim, na terceira prioridade orçamental da União Europeia, depois da agricultura e fundos regionais. E há boas notícias para Portugal. O programa prevê financiamento para investigação marinha e marítima e bioeconomia, "uma área de muito interesse para Portugal", sublinha Graça Carvalho.

Simplificar, simplificar, simplificar
Se alguma vez concorreu a fundos comunitários, sabe a odisseia burocrática que tem que atravessar. Para ultrapassar este problema, Graça Carvalho propõe uma simplificação dos procedimentos e a redução em um mês do prazo de pagamento dos fundos. A eurodeputada espera agora que o Parlamento Europeu e os Estados-membros cheguem a um acordo "para reduzir os trâmites burocráticos de modo a que os cidadãos europeus possam aceder ao financiamento comunitário".

O Horizonte 2020 deverá financiar 100% dos custos directos dos projectos e cerca de 20% das despesas indirectas. Os pagamentos do IVA passam a ser elegíveis, o que até agora não estava previsto e que era uma verdadeira dor de cabeça para os investigadores conseguirem arranjar dinheiro para pagar essa despesa.

As dúvidas de um norte-americano
Apresentado como um especialista em tecnologia, amplamente conhecedor de Silicon Valley, Burtun Lee, da Universidade de Stanford, fez uma intervenção que deixou perplexa a sala onde decorria a audição sobre o programa Horizonte 2020 no Parlamento Europeu. Começou por dizer que o problema da Europa é uma "crise de inovação" e não "uma crise sobre o euro, níveis de dívida ou integração europeia". Em seguida, traçou uma perspectiva pouco optimista dizendo que é impossível criar 3,7 milhões de empregos na União Europeia com o programa Horizonte 2020. O problema é que esta meta nunca foi traçada. O plano é criar 830 mil postos de trabalho. Depois recomendou que se aposte em programas de investigação dedicados à comercialização, sublinhando que, "hoje, não é possível apostar que as intituições de investigação europeias atinjam os objectivos da comercialização previstos no novo programa-quadro". Sugeriu ainda que "a indústria de capital de risco deveria ser um dos parceiros activos" na execução deste programa Horizonte 2020. Indispensável é também que os membros da União Europeia coloquem a reforma universitária das suas instituições na agenda política.

Conheça alguns dos projectos ja financiados

1 - Vem aí o ICar
A partir de 2015, vai surgir um automóvel que quando estiver envolvido num acidente de grande gravidade "chama automaticamente o 112 e transmite a localização do veículo sinistrado usando a informação do GPS, reduzindo o tempo de resposta a acidentes, ajudando a salvar muitas vidas".Esta é uma das tecnologias desenvolvidas no projecto eCall, que recebeu um financiamento de dois milhões de euros do 7º Programa - Quadro. Este é um projecto que "usa a rede celular para aumentar a segurança dos condutores e passageiros que estará disponível em todos os novos veículos comercializados na Europa a partir de 2015".

2 - Submarinos Inteligentes
Um dos projectos desenvolvidos com financiamentos concedidos no âmbito do 6º Programa - Quadro também é "made in Portugal". A Universidade dos Açores e o Instituto Superior Técnico, em parceria com outras entidades desenvolveram "robots submarinos inteligentes, capazes de desenvolver estratégias autónomas de planificação de missões e de varrimento do fundo submarino, comunicando o resultado para bóias e navios à superfície". Chama-se Grex este projecto que permite explorar os fundos marinhos.

3 - Ler a mente já não é ficção científica!
"Um capacete cheio de sensores que permite a pessoas que não se possam mexer nem falar, navegar menus, e mesmo soletrar mensagens, interagir com sistemas de controlo e mesmo enviar mensagens a outras pessoas". Este foi outra das tecnologias criadas através de um projectos desenvolvido com financiamentos do 7º Programa - Quadro. Para muitos portadores de deficiência esta tecnologia é a única forma de interagir com equipamentos e com o ambiente de forma a poderem comunicar.

4 - Telemóveis: sempre acessíveis
O desenvolvimento das 3ª e 4ª gerações de telemóveis resultou em grande parte dos programas quadros de investimentos na ciência financiados pela Comissão Europeia. "Com base no sucesso mundial da tecnologia GSM (2G), exclusivamente Europeia, sucessivas gerações de telemóveis oferecem cada vez mais e melhores serviços", esclarece em nota o gabinete de Graça Carvalho.

Fonte: Económico

.:: Links ::.

:: QREN: Novo Plano Anual Concursos - 2012 - Datas ::
:: QREN: LISTA DE PROJECTOS APROVADOS - Actualizado a 30 de Junho de 2011 ::
:: QREN: Quadro de Referência Estratégico Nacional ::
:: QREN: Balanço da execução do QREN em 2010 e objectivos para 2011 ::

:: SIFIDE II: Sistema de Incentivos Fiscais em I&D Empresarial II ::
:: SIFIDE: Sistema de Incentivos Fiscais em I&D Empresarial ::
:: SIFIDE: SIFIDE - Principais resultados no período 2006-2008 ::
:: SIFIDE: Resumo Histórico ::

wibiya widget