quarta-feira, 16 de maio de 2012

Peneda-Gerês: projecto pioneiro vai detectar fogos florestais a 15 quilómetros através de análise óptica ao fumo

:: Peneda-Gerês: projecto pioneiro vai detectar fogos florestais a 15 quilómetros através de análise óptica ao fumo ::

O Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) vai receber um sistema pioneiro de vigilância através de espetrometria ótica com capacidade de reconhecer fumo orgânico de fogos florestais a 15 quilómetros de distância, através de um sensor ótico.

A instalação deste equipamento, confirmada hoje à Agência Lusa por fonte oficial da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), deverá ser concretizada em 16 semanas, apresentado o sistema a "capacidade única" de reconhecer fumo orgânico, através de uma análise química da atmosfera por espetrometria ótica.

"Distinguindo-o de outras fontes de fumo, por exemplo o proveniente de indústrias" e decidindo "de forma completamente autónoma, até uma distância de 15 quilómetros, se há motivo para enviar um alerta de incêndio", explicou a fonte, sublinhando tratar-se de um projeto-piloto para apoiar a decisão de primeira intervenção.

A instalação deste equipamento no PNPG é justificada pela ANPC com a "importância desta área e da necessidade de uma pronta e rápida deteção e decisão sobre o nível de intervenção de meios".

O sistema conta com um sensor ótico remoto de grande alcance e uma câmara ótica de elevada resolução, que realizará um varrimento horizontal de 360 graus e vertical entre 45 a 90 graus.

Inclui ainda sensores atmosféricos que monitorizam as condições atmosféricas do local, como de temperatura, humidade, direção e velocidade do vento, e pluviosidade.

Segundo a fonte, o procedimento de aquisição deste sistema de monitorização e apoio à decisão operacional através de "espetrometria ótica" para o PNPG "encontra-se em fase de análise da proposta", estimando-se que a adjudicação seja realizada "nos próximos dias".

"Após a assinatura do contrato, a empresa dispõe de 16 semanas para a instalação do sistema. Constitui como um objetivo que a instalação deste projeto-piloto venha a estar pronta de forma a apoiar o plano [de prevenção de fogos] durante o seu período de funcionamento, ou seja a Fase Charlie", esclareceu a fonte.

Em caso de alarme, fornece "informações adicionais" aos centros de comando, como a "localização exata do fogo, fotografia da deteção e dados meteorológicos, que envia para um servidor central a partir do qual se possam emitir alertas para outros dispositivos".

"Permitirá avaliar a sua capacidade de deteção, análise e apoio à decisão de focos nascentes de incêndios florestais, permitindo adequar a resposta, em ataque inicial, em função das características de cada ignição, sua localização, intensidade, combustível afetado e nível de acessibilidade, garantindo uma resposta pronta e o mais adequada a cada situação", sublinha a ANPC.

Além deste sistema, o Plano de Operações Nacional para o PNPG, envolve meios dos corpos de bombeiros, do Grupo de Intervenção Proteção e Socorro (GIPS) da GNR, da Força Especial de Bombeiros (FEB) da ANPC e do próprio parque, com um total de quatro equipas e 20 operacionais, que entre 01 de julho e 30 de setembro estarão em permanência 24 horas por dia "nas zonas prioritárias referidas e respetivas áreas envolventes", em operações de prevenção.

O PNPG abrange áreas dos distritos de Braga, Viana do Castelo e Vila Real.

Fonte: ionline
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InovGrid – uma plataforma de que é impossível fugir no futuro

:: InovGrid – uma plataforma de que é impossível fugir no futuro ::

Este projeto da EDP Distribuição é uma plataforma de entendimento cujo principal objetivo é desenvolver as tecnologias das redes e dos contadores inteligentes de eletricidade.

Impulsionado pela saída do Decreto-lei n.º 363/2007 relativo à microprodução, este projeto da EDP Distribuição é uma plataforma de entendimento cujo principal objetivo é desenvolver as tecnologias das redes e dos contadores inteligentes de eletricidade.

Enquadramento
Os fatores macroeconómicos que influenciam o desenvolvimento do sector elétrico, nomeadamente a necessidade de otimização energética, o peso crescente de fontes de energia renováveis e de produção descentralizada e o empowerement do consumidor, têm motivado a nível mundial as companhias de eletricidade e seus parceiros a investir em projetos de smart metering e smart grids.

O futuro do planeta depende da nossa capacidade de mudança para padrões de vida mais sustentáveis e que consumam menos recursos. Precisamos de um mundo novo, em que as energias mais limpas são geridas de uma maneira inteligente. A necessidade de novos modelos de geração de energia e de maior fiabilidade e qualidade do fornecimento está a mudar a forma como os clientes interagem com as redes elétricas. E a eficiência traz consigo benefícios para todos.

Para responder a esta nova era da energia, a EDP Distribuição lançou o InovGrid.

Consórcio

Apoiado pelo COMPETE no âmbito do Sistema de Incentivos ao I&DT, o projeto envolve um investimento total de 6.057 mil euros correspondendo a um incentivo FEDER de 3.525 mil euros. O InovGrid está a ser desenvolvido pela EDP Distribuição, com o apoio de parceiros nacionais de produção industrial, de tecnologia e de investigação: a EDP Inovação, o INESC Porto, EFACEC, a LOGICA e a JANZ/CONTAR.

 Âmbito

InovGrid é um apoio à microprodução

Trata-se de um sistema elétrico de distribuição inteligente, centrado na telegestão da energia, que revoluciona as redes e a sua forma de interação com os consumidores/produtores.

Este projeto de transformação será consubstanciado numa renovação tecnológica e adequação organizativa da operação da rede de distribuição e da relação com os restantes “stakeholders”, suportada numa infraestrutura que dará resposta às necessidades decorrentes da eficiência energética, telegestão, produção distribuída e microgeração, e assumirá o controlo ativo e inteligente da rede. Está associado à instalação de equipamento de medida por telecontagem e à implementação progressiva da microgeração.

Deste modo, a rede de distribuição ficará preparada para dar resposta aos objetivos traçados aos níveis europeu e nacional, quer em termos de promoção da utilização racional de energia, quer no que concerne à crescente introdução das energias renováveis, assim como aos desafios relacionados com a mobilidade elétrica, mantendo, simultaneamente, os compromissos assumidos relativamente à qualidade do serviço.

Objectivos


  • dotar a rede elétrica de informação e de equipamentos capazes de automatizar a gestão das redes, 
  • melhorar a qualidade de serviço, 
  • diminuir os custos de operação, 
  • promover a eficiência energética e a sustentabilidade ambiental, potenciar a penetração das energias renováveis e do veículo eléctrico.


Resultados

Vai ser possível controlar e gerir ao momento o estado de toda a rede de distribuição de eletricidade diminuindo significativamente o tempo de duração de eventuais interrupções de serviço. Isto vai permitir que os comercializadores e empresas de serviços energéticos disponibilizem, sobre esta plataforma tecnológica, informação, produtos e serviços energéticos de valor acrescentado para os consumidores.

A rede inteligente de energia faz de Portugal um país mais eficiente e sustentável, pela otimização dos sistemas de energia, pela redução das emissões de CO2 e pela menor utilização de recursos fósseis. Aliás, este projeto coloca Portugal e a EDP na vanguarda da Europa, em matéria de inovação tecnológica e da abrangência de serviços.

Curiosidades | Prémios

Projeto InovGrid ganha prémio Utility of the Year Award 2012

No dia 26 janeiro, a EDP com o projeto InovGrid foi galardoada com o prémio “Utility of the year Award 2012”, numa cerimónia que decorreu em Londres, no âmbito dos “European Smart Metering Awards 2012” e integrados na Conferência “Smart Metering UK & Europe Summit 2012”.

Nomeado para duas das categorias, o júri, composto por um conjunto internacional de peritos independentes, que incluía entre outros a Rede Elétrica de Espanha, Vattenfall, Consumer Focus, Fortum e a Enexis atribuiu pela primeira vez, o galardão “Utility of the year Award 2012” à EDP Distribuição, com base na contribuição e no impacto que o Projeto InovGrid tem na temática das redes inteligentes, eficiência energética e na sua orientação para o Cliente, concorrendo com empresas como a British Gas, Endesa ou Scotish Power.

Este prémio é mais um reconhecimento do estatuto inovador que o InovGrid representa, bem revelador das expectativas que toda a comunidade internacional tem no desenvolvimento e alargamento do InovGrid, que se segue à sua seleção, em Maio de 2011, como case study pela Eurelectric e Comissão Europeia/ JRC.

Fonte: POFC
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"Petróleo da ria" a partir de algas em fase de testes na Universidade

:: "Petróleo da ria" a partir de algas em fase de testes na Universidade ::

Não há petróleo na ria de Aveiro mas existem micro algas que podem vir a ser usadas na produção de biodiesel. Investigadores do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro estão desde o ano passado a estudar a possibilidade de aproveitar o óleo das "Chlorella vulgaris", uma das algas nativas da ria, para biocombustível.

Margarida Coelho, investigadora
O investigador Fernando Neto, do DEM, admite que "ainda há um longo caminho a percorrer" até ao dia em que o condutor possa optar pelo "petróleo da ria" numa qualquer estação de serviço, mas acredita que o óleo da alga tem potencialidades para - misturado com outros produtos - cumprir as normas europeias de forma a poder ser uma alternativa as plantas oliginosas, como o girassol e a soja, já usadas no biodiesel.

Fonte: JN
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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Lisbon - Startup City


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BARÓMETRO DE INOVAÇÃO: Em bicos de pés ou de saltos altos?

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A Inovação em Portugal foi a exame e tirou um Satisfaz fraco. O Painel de Líderes do Barómetro da COTEC revê em baixa as políticas nesta área, e teme que o Programa de Empreendedorismo e Inovação do Governo não passe do plano das intenções. O momento não é propício para atrair investimento estrangeiro mas, como mostra a peça de Joana Vasconcelos, uma das dezoito personalidades que deram a sua opinião, alguma da inovação nacional pode andar de saltos altos: tem talento e originalidade

A COTEC divulgou esta quarta-feira uma nova ronda de opiniões de dezoito líderes nacionais sobre inovação. Com edição semestral, este terceiro Barómetro de Inovação apresenta os resultados do estado da inovação em Portugal, na perspectiva de um painel diversificado que integra empresários, gestores na área da indústria, dirigentes da sociedade civil, académicos e investigadores, artistas, e muitas outras personalidades que se distinguem, de algum modo, na sua carreira ou pela posição de liderança que ocupam.

Numa escala de 1 (mínimo) a 7 (máximo), em média as políticas de inovação no nosso País são avaliadas, no período que compreende o segundo semestre de 2011, em 4,16. Este valor fica abaixo dos 4,3 registados na segunda edição do Barómetro da COTEC, e também dos 4,2 registados na primeira avaliação. Como explica Daniel Bessa, na tradicional escala de zero a vinte valores em que fomos educados, a inovação tira agora “um suficiente muito fraquinho” (equivalente a 10,5).

Ainda assim, doze respondentes mantiveram o resultado atribuído na edição anterior, sublinha o professor. Paulo Azevedo, CEO da Sonae e João Caraça, director do Centro Cultural da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris (este último, “de todos, o mais crítico, ou o mais exigente”, diz Daniel Bassa) sobem em um ponto a classificação que atribuíram à política de inovação em Portugal. Por oposição, o presidente da Critical Software, Gonçalo Quadros, reduz em três pontos a sua apreciação, “a mais desencantada e mais preocupada com as consequências da política de austeridade para o processo de inovação no nosso País”, conclui.

No que concerne a política do Governo para a inovação, os líderes consideram-na, em geral, positiva, mas temem que o Programa Empreendedorismo e Inovação E+I não passe do plano das intenções.

Ciente de que o País “vive um momento singular, submetido a um programa de equilíbrio financeiro muito severo”, o director-geral da COTEC Portugal comenta que “se o ministro das Finanças tem razões para se congratular com os resultados conseguidos num indicador tão importante, mas tão avançado, como o comportamento das taxas de juro em todos os prazos do mercado secundário de dívida pública, também é verdade que a batalha em que estamos envolvidos, mesmo que esteja a ser ganha, deixa mossas e, aqui e ali, chega mesmo a afectar a ‘moral das tropas’”.

Empreendedorismo com custos acima da produtividade
Portugal vive “o emergir de um clima favorável à inovação”. Mas, ao mesmo tempo que cresce “o reconhecimento de núcleos e instituições inovadoras”, nomeadamente a nível social, académico e na área da Investigação, o país continua a braços com os constrangimentos decorrentes da “ausência de uma política explícita, quantificada e financiada” para esta área. É assim que o director do Centro Cultural da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris, que acredita que a aprovação do programa estratégico +E+I “é um sinal positivo”, comenta o actual estado da inovação nos últimos meses.

João Caraça atribuí 2 valores (de 1 a 7) às políticas nesta área, menos ainda que Gonçalo Quadros, que revê em baixa (3 valores) a sua a avaliação: “não identifico desenvolvimentos positivos na política de inovação capazes de me gerarem confiança. Os constrangimentos são muito mais relevantes. Tenho ainda assim esperança que se possa corrigir rapidamente o que não está bem,” diz.

E falar de constrangimentos é falar das políticas de austeridade, que para o chairman na Critical Software “estão a sufocar os centros de formação de saber”, com destaque para as universidades. Na sua opinião, “os cortes cegos e iguais prejudicam os melhores e nivelam por baixo. Estamos a ameaçar aquilo que é seminal para a inovação, onde vínhamos a fazer um bom trabalho (capacidade de produzir conhecimento, saber, engenharia, tecnologia).

Nas universidades, por exemplo, o “clima de incerteza orçamental está a começar a pesar, fazendo com que haja investigadores que começam a procurar emprego fora de Portugal”, afirma, por sua vez, o professor na Kellogg School of Management da Universidade de Northwestern, Sérgio Rebelo.

Para o também economista, as condições macroeconómicas “são, neste momento muito desfavoráveis ao empreendedorismo,” os custos de trabalho “são ainda elevados relativamente à produtividade”, os impostos “são elevados”, “é difícil” obter crédito e “a procura está em queda”. Nada que impeça em definitivo que a crise venha a ter “um papel catalisador, incentivando empresas a desenvolver novos produtos e processos para procurarem novos mercados”, conclui.

E o que é facto é que a economia portuguesa “se tem aproximado a um ritmo bastante rápido do nível de I&D existente nas economias europeias mais sólidas”, como sublinha Paulo Azevedo. Entre os países da Europa do Sul, Portugal apresenta o melhor posicionamento, de acordo com os resultados do Barómetro de Inovação da COTEC, que revela uma “aposta crescente por parte das empresas em actividades internas de I&D”. Também “o forte envolvimento de entidades e organismos oficiais em múltiplas iniciativas ligadas à inovação fazem com que este tema tenha uma notoriedade marcadamente positiva”, conclui o CEO da Sonae. Mas apesar na nota 5 atribuída à política de inovação nacional, Paulo Azevedo não se poupa em críticas: “não se avançou suficientemente para os sectores de maior exigência e dinamismo tecnológico e económico, não se apostou na competitividade o suficiente para que Portugal atingisse níveis de eficiência que nos retirassem de uma vez por todas de um défice estrutural que consome energias”, afirma.

Potencial científico desvalorizado por empresas
Paralelamente, a formação dos nossos jovens “permanece abaixo da média europeia” e “ainda se verificam resistências à inovação e ao desenvolvimento”. Some-se ainda “o aumento brutal do custo do crédito em Portugal, assim como a sua redução significativa” (o que se tornou “num factor de desvantagem competitiva muito sensível, no que respeita ao esforço de levar as inovações à escala necessária para que tenham peso económico relevante”), e facilmente se percebe que o caminho é ainda muito longo, e agora mais difícil.

Em clima de crise generalizada, acentua-se “a baixa disponibilidade do tecido académico para se envolver pragmaticamente em projectos de i&D+I (quer se dirijam a empresas ou, sobretudo, às universidades) ”, o que não tem sido combatido por políticas públicas “que incentivem decisivamente a alteração de atitude”, como comenta João Bento, presidente executivo da Efacec.

Por outro lado, “a baixa capacidade dos decisores privados para captar o potencial científico e tecnológico instalado nas universidades, não tem sido suficientemente incentivada pela agenda política, mesmo nos domínios de conhecimento e de actividade económicas "eleitos" como prioritários, conclui João Bento, que ainda assim classifica com um 5 os resultados das políticas desenvolvidas nesta área.

A mesma classificação atribuí Luís Portela, presidente do Conselho de Administração da Bial, para quem a “dinâmica do investimento em ciência das empresas e das entidades públicas foi profundamente alterado nos últimos anos, assistindo-se a um crescimento do papel das empresas, em resultado dos estímulos públicos”, caso dos incentivos fiscais à inovação (SIFIDE), um “contributo decisivo para o crescimento da I&D empresarial”, na opinião de Luís Portela. São também desenvolvimentos de assinalar a manutenção dos apoios financeiros do QREN à inovação e I&D, “apesar das limitações resultantes dos constrangimentos burocráticos de que padece”; e a “visibilidade mediática dos esforços e investimentos em ciência, com um aumento significativo do número de investigadores”.

Já os maiores obstáculos ao progresso da inovação são, para o presidente da Bial, a excessiva burocracia associada aos incentivos financeiros do QREN, a desvalorização, no plano empresarial, do “enorme reforço” de meios humanos e técnicos em ciência nas instituições do sistema científico; a “enorme dificuldade de acesso ao crédito em condições de financiamento e em dimensão adequada aos projectos de I&D; a “escassa articulação” das políticas científicas e comercial (vulgo “exportações”); a ausência de instrumentos públicos “atractivos” para contratação de doutorados pelas empresas; e a “escassa valorização” da I&D de base nacional nas políticas de compras públicas.


Desburocratizar para atrair investimento estrangeiro
Para se tornar atractivo aos olhos dos investidores estrangeiros, Portugal tem de evoluir em dois ‘pesos-pesados’: criar uma máquina fiscal eficiente e um sistema judicial eficaz. Esta é uma das conclusões mais estruturais do Barómetro de Inovação da COTEC.

Nesta terceira ronda de opiniões dos líderes nacionais, o clima de crise “angustiante” que se vive nos países periféricos (Portugal mais do que incluído) é apontado pela generalidade como desmotivante para atrair investimento além-fronteiras, mas Paulo Azevedo, por exemplo, vai mais fundo – e mais atrás – e avisa que o investidor estrangeiro “só virá para Portugal se encontrar uma máquina fiscal eficiente e previsível, um enquadramento legislativo estável e um sistema judicial que funcione bem e a tempo”.

“A batalha em que estamos envolvidos, mesmo que esteja a ser ganha, deixa mossas e, aqui e ali, chega mesmo a afectar a ‘moral das tropas’” – Daniel Bessa, director-geral da COTEC Portugal

Segundo o CEO da Sonae, enquanto não se resolverem estes problemas, continuaremos a ter “muita dificuldade” em atrair investimento estrangeiro e o próprio investimento português “poderá sentir-se tentado a deslocar-se para outras paragens”. Lembrando que a relação entre estes custos de contexto e o investimento “está estudada há muito”, Paulo Azevedo lamenta “que nunca tenham daí sido extraídas as devidas consequências”.

Também para a Efacec, os factores mais desmotivantes para assumir esse investimento em Portugal permanecem a ineficácia do sistema de justiça e ainda pesada carga administrativa e burocrática, “apesar dos imensos progressos dos anos recentes”. João Bento, presidente executivo da Efacec, propõem mesmo a criação de uma "one stop shop" com interacção centralizada para todos os licenciamentos necessários, para atrair mais investimento estrangeiro.

A artista plástica Joana Vasconcelos refere também a burocracia, o esforço fiscal das empresas e a falta de eficácia da justiça como condicionantes à valorização de Portugal como destino para novos negócios, sublinhando, contudo, como vantagem, “o sentimento de que se trabalha com um povo culturalmente bem preparado, aberto ao mundo e ao conhecimento”.

Infelizmente, os investidores estrangeiros “procuram áreas do globo com taxas de crescimento elevadas”, como nota Sérgio Rebelo, para quem “as zonas periféricas da Europa não são neste momento atraentes”. Para o economista e professor na Kellogg School of Management da Universidade de Northwestern, será difícil ganhar quota de mercado nestes mercados “já muito competitivos e onde a procura está a cair”.

Gonçalo Quadros corrobora e deixa o alerta: nenhum investidor se aproxima de um país que pode entrar em "default" e de um país que pode abandonar a zona euro. Considerando as reformas que têm sido feitas, por exemplo, nos planos laboral e da mobilidade (caso da lei do arrendamento), “bons sinais para os investidores”, o chairman da Critical Software reconhece que, ainda assim, são sinais que “interessam pouco”, porque “o mais importante é, sem dúvida, sairmos do contexto de assistência financeira em que estamos”.

Também na percepção do director do Centro Cultural da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris, João Caraça, desmotivante é o “clima de angústia que se instalou e que não deixa tempo nos media para desenvolvimentos construtivos”.

O que fazer então para atrair o investidor estrangeiro? Valorizar o “considerável número de jovens com formação avançada desejosos de participar em aventuras com futuro”, diz João Caraça. Ou divulgar as condições positivas de trabalho em centros de excelência e em incubadoras eficazes, acrescenta.

Já na opinião de Luís Portela, presidente do Conselho de Administração da Bial os aspectos mais relevantes a potenciar no nosso País são uma rede de infra-estruturas físicas de qualidade; uma relação qualidade-custo da mão-de-obra favorável; a aposta na ciência de uma forma “consistente”, que permita “disponibilidade de rede de entidades e de investigadores de boa qualificação em diferentes áreas”; qualidade e segurança da vida urbana acima da média; e a inserção de Portugal num “espaço económico lusófono em forte crescimento”.

Programa estratégico e Sistema de Incentivos fiscais são polémicos
Nesta terceira iteração do Barómetro de Inovação da COTEC, respeitante ao segundo semestre de 2011, dezoito personalidades de diversos quadrantes deram o seu “contributo para a cidadania”, pronunciando-se “com total sinceridade e transparência”, nas palavras de Daniel Bessa, sobre o estado de arte da inovação e das políticas que vêm sendo implementadas nesta área em Portugal.

Para além das questões genéricas relacionadas com os resultados na inovação nacional (desenvolvimentos, constrangimentos, contributo para a competitividade, estado do empreendedorismo, políticas implementadas e investimento estrangeiro nesta área), ao Painel de Líderes foram colocadas duas questões bem concretas, e sobre as quais “não é fácil, num país com as características do nosso, emitir juízos nem sempre favoráveis”: como avaliar, por um lado, o Programa Estratégico E+I e, por outro, o SIFIDE 2012.

Como comenta o director-geral da COTEC Portugal, a respeito do Programa +E +I (Programa Estratégico Mais Empreendedorismo, Mais Inovação), “a satisfação pela sua oportunidade, pela sua abrangência, e pela intenção de estabelecer um elevado nível de sinergia com as iniciativas do sector privado, vai de par com alguma preocupação pela ausência de um plano de acção para a concretização dos objectivos enunciados”.

Já no que concerne a evolução de um instrumento como o SIFIDE (Sistema de Incentivos Fiscais à Inovação e Desenvolvimento Empresarial), se a maioria dos respondentes “preza a sua mera continuidade num ambiente de tanta dificuldade financeira para o Estado português, e apoia a maior discriminação positiva em benefício das PME, não falta também quem lamente e receie as consequências do recuo no incentivo às grandes empresas, ou do recuo na apoio à aquisição de activos intangíveis, nomeadamente propriedade intelectual para actividades de I&D”, conclui Daniel Bessa.


QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE O NOVO PROGRAMA ESTRATÉGICO PARA O EMPREENDEDORISMO E A INOVAÇÃO (+E+I)?

“Dou nota positiva ao Programa embora reserve melhor opinião para a sua concretização, até agora exclusivamente assente no programa QREN” – Gonçalo Quadros, Critical Software

“O programa contém muitas ideias louváveis, mas é pouco concreto quanto ao modo de as aplicar” – Joana Vasconcelos”, artista plástica

“Os objectivos estratégicos estão bem articulados, mas as áreas de intervenção não os cobrem na totalidade. Faltam as medidas para estimular a procura de inovação”, – João Caraça Centro Cultural da Gulbenkian em Paris

“O novo Programa é um factor positivo para a melhoria das condições de enquadramento às dinâmicas de inovação, até porque aposta numa dupla perspectiva de continuidade das práticas e instrumentos públicos e de aposta numa melhor coordenação das acções públicas” – Luís Portela, Bial

“Trata-se de um conjunto de medidas favoráveis à inovação. Obviamente os resultados vão depender crucialmente da qualidade de execução”- Sérgio Rebelo, economista e professor na Universidade de Northwestern

“Denota uma ideia interessante de causalidade entre empreendedorismo e inovação, mas para plano, parece sofrer de falta de objectivos, metas e recursos identificados” – João Bento, Efacec

“Trata-se de um documento ainda muito genérico que funciona quase como uma Declaração de Intenções. Enumera quatro grandes áreas de intervenção e menciona dezanove medidas, mas para já não anuncia como vão ser resolvidas questões concretas” – Paulo Azevedo, CEO da Sonae

COMO AVALIA O IMPACTO DAS ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS NO SISTEMA DE INCENTIVOS FISCAIS À I&D EMPRESARIAL (SIFIDE) PARA 2012?

“É positivo que mesmo num momento de austeridade se tenha renovado o SIFIDE até 2015, pois é essencial não reduzir esta questão a uma perspectiva de curto prazo. Não me parece positivo o favorecimento das PME: teria sido mais avisado a utilização de uma estratégia de bonificação para as PME, ao invés de um trade-off que implicou reduzir incentivo às Grandes” –Gonçalo Quadros, Critical Software

“As alterações introduzidas no SIFIDE podem gerar consequências profundamente negativas, decorrentes da não distinção entre I&D de carácter vincadamente incremental, e a procura de novos bens, processos e serviços, nomeadamente em actividades mais expostas à concorrência internacional, com forte intensidade em conhecimento e recurso a redes de saber externas às empresas” –Luís Portela, Bial

“Vejo com preocupação a restrição de âmbito para empresas que não sejam micro, pequenas ou médias. Parece corresponder a uma visão de que a economia será relançada a partir exclusivamente das PME, minimizando o papel das empresas de maior dimensão” – João Bento, Efacec

“As modificações introduzidas terão um impacto negativo nas empresas portuguesas, atendendo, a que a eliminação da dedução em resultado de investimento em activos intangíveis tornará impossível enquadrar no SIFIDE as despesas com contratos de saber-fazer e de transferência de tecnologia; apesar de reconhecer o mérito das micro e PME na I&D em Portugal, acentuar-se-á a descriminação relativa às grandes empresas, já que as despesas com pessoal directamente envolvido em tarefas de I&D passam a ser dedutíveis em apenas 90% do respectivo montante; e a aquisição de patentes que sejam destinadas à realização de actividades de I&D por parte das grandes empresas deixam de ser consideradas elegíveis” – Paulo Azevedo, CEO da Sonae

Fonte: VER
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CIM do Baixo Mondego vai apoiar quem queira investir num negócio

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“Há encruzilhadas em que as pessoas precisam de alterar os seus modelos de vida para acrescentarem alguma coisa aos seus rendimentos", afirma Jorge Bento.

A criação de um negócio, por exemplo, poderá ser a solução, mas o Estado atrapalha muito. Ninguém sabe muito bem onde se dirigir. Se através deste projeto conseguirmos simplificar a teia burocrática, ganharemos a aposta do empreendedorismo”. Foi desta forma que o Presidente da Comunidade Intermunicipal do Baixo Mondego (CIM-BM), Jorge Bento, deu início ao lançamento do projeto “Operação Imaterial de Promoção do Empreendedorismo no Baixo Mondego”.

Ao longo dos próximos dezoito meses, a CIM-BM, juntamente com uma rede de parceiros, vai desenvolver atividades de sensibilização, criação, capacitação e acompanhamento de uma rede de suporte ao empreendedor.

A criação da Rede de parceiros teve início recentemente e assinala o pontapé de saída do programa. Para além dos dez municípios que constituem a CIM-BM, pertencem à Rede, a ADELO (Associação para o Desenvolvimento Local da Bairrada e Mondego), a AES (Associação Empresarial de Soure), a IEBA (Iniciativas Empresarias Aguieira), a Incubadora de Empresas da Figueira da Foz e o ISCAC (Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra).

Para já, partindo de imediato para a ação, no mês de Maio, começam a ser capacitados os Gabinetes de Apoio ao Empreendedor (GAE´s) em cada uma das Câmaras Municipais. Estes GAE´s funcionarão como front office: Acolhem, fazem a triagem e encaminham os empreendedores para os serviços locais ou regionais competentes, que também serão preparados em simultâneo, de modo a que a rede funcione como sistema bem definido e funcional para os utentes. Se tudo correr dentro dos prazos estabelecidos, estarão operacionais a partir do início do próximo mês de Junho.

Paralelamente, estão previstas seis grandes ações que vão balizar o projeto. Assim, prevê-se a criação de um site de Internet e a edição de um boletim semestral. Noutro âmbito, será desenvolvido um programa de empreendedorismo nas escolas, visando a aproximação dos alunos ao mundo empresarial. A terceira iniciativa compreende um conjunto de ações de sensibilização, em forma de ciclos locais, e a elaboração do Manual de Apoio ao Empreendedor.

Um Concurso de Ideias, Formação Técnica para empreendedores e Acompanhamento Especializado para quem queira abrir um negócio, completam as ações que vão dar corpo à Operação Imaterial de Promoção do Empreendedorismo no Baixo Mondego.

Recorde-se que esta iniciativa resulta de uma candidatura aprovada no âmbito do programa Mais Centro, no valor de 282 mil euros. Com uma comparticipação comunitária de FEDER na ordem dos 80%, o projeto de Empreendedorismo conta com as parcerias do Instituto de Emprego e Formação Profissional e do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação.

A CIM-BM congrega dez municípios: Mealhada, Mortágua, Penacova, Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Mira, Montemor-o-Velho e Soure.

Fonte: Jornal da Mealhada
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Protocolo entre IPCA e SEED Studios

:: Protocolo entre IPCA e SEED Studios ::

O Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) em Barcelos, assinou hoje um protocolo com a Seed Studios, tendo em vista a cooperação orientada para o ensino e a investigação na área do desenvolvimento de jogos digitais e da animação digital.

Este acordo tem vários objetivos, sendo o principal promover a inovação e empreendedorismo direcionado ao mercado nacional e internacional do Entretenimento Digital.

A Seed Studios irá facultar ao IPCA, para efeitos de ensino e investigação, o hardware necessário à criação e manutenção do Laboratório de Desenvolvimento de Jogos Digitais, bem como do Laboratório de Animação Digital. Simultaneamente, a empresa manterá o IPCA atualizado sobre as tecnologias, produtos e eventos que vier a desenvolver naquelas duas áreas.

O protocolo assinado pelo Presidente do IPCA, João Carvalho e pelo director-geral da Seed Studios, António Gonçalves prevê ainda que o estúdio utilize as instalações do IPCA para os seminários tecnológicos e de investigação sobre tecnologias e produtos que vier a desenvolver na área dos jogos digitais e da animação digital. Irá, igualmente, facilitar, sempre que possível, a realização de contactos e cooperação entre os seus colaboradores e os investigadores do IPCA.

Fonte: Eurogamer
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