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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Inovação: A Reputação de Portugal e o Ranking da Inovação "EIS" 2010

:: Inovação: A Reputação de Portugal e o Ranking da Inovação "EIS" 2010 ::

A notícia sobre o ranking de inovação do "European Innovation Scoreboard" ("EIS"), divulgada pelo Expresso, no qual Portugal subiu uma posição (15º) e passou a ocupar a primeira posição no grupo dos países "moderate innovators", vem confirmar a evolução positiva que o país registou em 2010, no ranking do "CountryRep" um estudo anual que mede a reputação de 35 países junto do público em geral dos países que integram o G7, promovido pelo Reputation Institute.

De acordo com o "CountryRep 2010", Portugal, que mantém a 19ª posição no que diz respeito à reputação do país no exterior, mas melhorou o seu índice em 3,4 pontos. Se em 2009 Portugal obteve um índice de 58.37, numa escala de 0 a 100, em 2010 alcançou 61,8 pontos, valor que indica uma reputação "média".

Quanto à Suécia, lidera não só o ranking de inovação do "European Innovation Scoreboard" como o da reputação "Country Rep 2010", com um índice de reputação de 76,33, face à quarta posição que assumira em 2009, com 71,67 pontos.

É curioso que dois estudos que têm na sua base pressupostos distintos apontam conclusões no mesmo sentido. Na verdade, estamos a comparar os resultados de um ranking baseado em critérios objetivos, como é o caso do "EIS", e uma análise que mede perceções como é o caso do "CountryRep". No entanto, é notório que os progressos verificados nos indicadores do "EIS" já começaram a ter impacto nas perceções da opinião pública externa e que se traduzem num incremento da reputação no exterior.

Por outro lado, se o "EIS" reconhece a Portugal um maior investimento em I&D, um aumento do número de PME's inovadoras no que respeita a produtos e serviços, e um acréscimo no número de doutorados, aponta também como fraquezas o fraco impacto económico destes progressos bem como um peso médio reduzido dos produtos de média e alta tecnologia nas nossas exportações.

Comparando novamente os dois estudos e apesar do facto de terem na sua essência pressupostos distintos, a inovação é um indicador utilizado por ambos. O Índice de Reputação de um país assenta na avaliação que é feita ao nível de três grandes drivers que moldam as perceções dos inquiridos acerca dos países, que são: a eficácia governativa, a atractividade natural e cultural e o ambiente de negócios. Todos eles são compostos por um conjunto de vários atributos que precisam de ser melhorados e comunicados de forma continuada no tempo, para que a nossa reputação cresça.

No "CountryRep" o driver "ambiente de negócios" é precisamente o que integra a vertente da inovação de um país, no qual Portugal se destacou. Quando analisamos "ambiente de negócios" estamos a falar da "qualidade e força das marcas nacionais" que de 2009 para 2010 cresceu de 49,8 para 53,1 pontos em termos de reputação, da "inovação das marcas nacionais" que subiu de 47,4 para 48,9, e do "desenvolvimento tecnológico", que cresceu de 44,6 para 48,1.

Ora, são exatamente estes os atributos que marcam maior diferença entre Portugal e os seus competidores na União Europeia e na OCDE, e que poderão catapultar-nos neste ranking de Reputação e que dependem, em larga medida, do progresso dos indicadores medidos no "EIS". Numa altura em que precisamos de estimular a nossa competitividade na área dos bens transacionáveis, a análise do "CountryRep" tem mostrado que existe uma correlação forte entre a reputação do país e o crescimento das suas exportações bem como do afluxo de turismo e investimento estrangeiro. É então fundamental continuarmos a trabalhar quer no progresso dos indicadores de Inovação, área em que nos podemos destacar ainda mais, quer na comunicação dos mesmos, de forma a gerar perceções cada vez mais fortes para Portugal, com impacto direto na avaliação da nossa reputação como país moderno e desenvolvido.

Fonte: Expresso

.:: Links ::.


:: INNOVATION UNION SCOREBOARD 2010: The Innovation Union's performance scoreboard for Research and Innovation ::

:: Portugal: European Innovation Scoreboard (EIS)2008-2009 ::

:: SIFIDE: Sistema de Incentivos Fiscais em Investigação e Desenvolvimento Empresarial ::

:: SIFIDE: SIFIDE - Principais resultados no período 2006-2008 ::

:: SIFIDE II: Sistema de Incentivos Fiscais à Investigação e Desenvolvimento Empresarial II ::

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Inovação: Portugal ganha terreno no ranking da inovação

:: Portugal ganha terreno no ranking da inovação ::

.:: 15º lugar no ‘ranking’ da inovação ::.

Com um aumento muito acima da média europeia em termos de despesas em investigação e desenvolvimento (I&D), Portugal é dos países que mais cresceram no Ranking Europeu da Inovação.

A Comissão Europeia apresenta hoje o European Innovation Scoreboard referente a 2010, no qual Portugal consegue subir mais um degrau na cadeia que o compara com os outros países, aproximando-se da média europeia e atingindo agora a 15.ª posição no ranking dos países mais inovadores da Europa a 27. No entanto, continua a estar quase na cauda da Europa (está na 23.ª posição), se em causa estiver a avaliação dos efeitos económicos que são atribuídas às medidas que foram tomadas.

Este ranking é elaborado através da análise de 24 indicadores, agregados em oito grandes categorias: recursos humanos; sistemas de investigação abertos e atractivos; recursos financeiros e infra-estruturas; investimento das empresas; parcerias e empresas; patentes; empresas inovadoras e efeitos económicos. Face ao ranking de 2009, a progressão pode ser entendida como a de "apenas" um degrau (passou da 16.ª posição, em 2009, para a 15.ª, em 2010). Mas, analisada num ciclo de cinco anos, percebe-se que o esforço que tem vindo a ser feito permitiu a Portugal saltar sete posições (em 2006, estava classificado em 22.º lugar) e ficar agora a liderar o grupo dos "Inovadores Moderados", à frente de Espanha e de Itália, os outros dois países que, tal como Portugal, se associaram numa iniciativa como a Cotec.

Nos rankings que medem o crescimento de indicadores, Portugal é o país que mais cresceu em termos de despesas efectuadas em I&D em percentagem do PIB (estando agora já muito próximo da média europeia), é também o país em que mais jovens com idades entre os 20 e os 24 anos têm o ensino secundário completo e está em primeiro lugar no crescimento de empresas inovadoras que colaboram com outras empresas (em percentagem do total de PME). Está também em segundo lugar no ranking dos países que mais aumentaram a despesa pública em investigação e dos que mais patentes efectuaram em áreas que "constituem um desafio para as sociedades".

Se a análise for feita em termos desagregados por cada uma das oito áreas analisadas, revela-se a boa posição do país nas áreas de auto-avaliação (em que as empresas declaram os seus métodos e resultados) e uma posição mais frágil nas variáveis que medem desempenhos económicos.

A rubrica em que Portugal mostra um melhor resultado - e está mesmo em terceiro lugar face os países da Europa a 27 - é no item "Inovadores", isto é, dos países com empresas que declaram ter introduzido produtos ou processos inovadoras no mercado, conseguindo com eles uma maior eficiência na utilização de recursos ou na diminuição dos custos de produção. Nas restantes rubricas analisadas, está já próximo da média na dimensão de sistemas de investigação abertos e atractivos (onde está em 13.º lugar) e na existência de parcerias entre empresas (está em 15.º lugar), e tem um assinalável 12.º lugar em termos de recursos financeiros e infra-estruturas. Mas o investimento das empresas e os recursos humanos ainda estão longe da média, respectivamente, no 18.º lugar e na 21.ª posição.

Fonte: Governo da República Portuguesa


O pior lugar de todos acaba por ser mesmo nos efeitos económicos conseguidos, onde ocupa a 23.ª posição. Indicadores como o emprego em sectores que exigem elevada qualificação, o volume das exportações de bens de média e alta tecnologia ou a venda de bens resultantes de inovações apresentam desempenhos e evoluções abaixo da média europeia.

O pelotão da frente deste European Innovation Scoreboard continua entregue à Suécia, à Dinamarca, à Finlândia e à Alemanha.

Fonte: Público


.:: Links ::.


:: INNOVATION UNION SCOREBOARD 2010: The Innovation Union's performance scoreboard for Research and Innovation ::

:: Portugal: European Innovation Scoreboard (EIS)2008-2009 ::

:: SIFIDE: Sistema de Incentivos Fiscais em Investigação e Desenvolvimento Empresarial ::

:: SIFIDE: SIFIDE - Principais resultados no período 2006-2008 ::

:: SIFIDE II: Sistema de Incentivos Fiscais à Investigação e Desenvolvimento Empresarial II ::

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